Você trabalhou ao lado de Bella Thorne, uma das jovens atrizes mais promissoras no EUA, no momento, como foi essa experiência?
Vitoria Setta – Essa experiência foi muito legal! Na verdade a minha sobrinha Inamí cresceu assistindo a Bella no show “Shake It up”, então, naturalmente, eu também segui a carreira dela um pouco. Foi super bacana reencontrá-la, já uma mulher, no set do Chick Fight. Ela está fazendo muito sucesso e eu acho super legal que ela esteja usando a sua plataforma pra falar de temas como igualdade de gênero, liberdade sexual e direto de escolha.

 Em Chick Fight, você também trabalha com Alec Baldwin e Malin Akerman, atores bastante conhecidos, como foi a relação no set?

Vitoria Setta – O meu primeiro dia no set foi em uma cena com o Alec e a Malin. A gente estava gravando numa das mais lindas praias de Porto Rico… um paraíso. O Alec estava lá na rede, com o charuto dele, e assim que eles começaram a gravar, ele já começou soltando piada. Eu amo o personagem que ele caracteriza no Saturday Night Live – eu sou  uma grande fã dele – e nós descobrirmos que temos alguns amigos em comum, de Nova Iorque, então foi super legal bater papo. A Malin é a coisa mais linda. Ela também está produzindo o filme. Antes de eu chegar no set todo mundo já estava dizendo que ela era a pessoa mais querida, e ela é mesmo; e muito profissional. Ela se dedicou muito para fazer essa filme. Se preparou bastante e estava lá no set para cada cena. E mesmo assim ela sempre achava um tempinho para tomar conta dos outros.

Teve um dia que estava todo mundo super cansado, e ela trouxe uma empresa de café expresso pro set! Eles colocaram uma barraca lá fora para a equipe tomar um café super gostoso. No outro dia ela passou pelo set com uns Donuts deliciosos perguntando para cada um se queriam uma rosquinha. Trabalhar com atores famosos como eles, que são tão profissionais, legais e gentis, é uma benção.

Você está também na mais nova série do produtor Dick Wolf, conhecido por abordar o ambiente jurídico americano. “FBI: Most Wanted” estreia agora em março no Brasil, como foi lidar com uma temática de tamanha grandeza? Afinal, uma série sobre o FBI não deve ser fácil, né.
Vitoria Setta – Eu amei trabalhar no “FBI: Most Wanted”. Engraçado você fazer essa pergunta porque o nosso episódio, “The Defender” , tem um tema que é o mais importante para mim, nesse momento, morando nos Estados Unidos: a injustiça da justiça americana e a luta dos negros. O Dick Wolf sempre fala sobre temas relevantes. Eu achei muito legal eles terem a Nicole Rubio (diretora do Greys Anatomy) dirigindo e a Marcia Stephanie Blake, do show “When they see us”. Duas incríveis profissionais negras, que entendem muito sobre esse tema. A estreia teve maior audiência do que qualquer show Network TV nos Estados Unidos nessa temporada.

Você é prima da também atriz Morena Baccarin. Ela, em algum momento te influenciou na escolha da sua carreira? Aliás, o que te levou a ser atriz?
Vitoria Setta – Na verdade eu saí do útero querendo atuar! Está no meu sangue. Meu pai e minha tia eram atores. Eu lembro, assistindo eles dois no palco e na televisão, com uns 4 ou 5 anos de idade, que era aquilo que eu queria fazer. Eu nunca tive dúvida de que eu ia ser atriz. Eu tenho vívidas memórias com minha irmã no set da novela “Guerra Sem fim”, no estúdio da extinta TV Manchete. Os sets sempre tiveram um ar mágico pra mim. A Morena também me influenciou, claro. Nós passamos 2 meses viajando por Marrocos, alguns anos atrás, quando ela estava gravando o filme Red Tent no deserto. Eu estava voltando para minha carreira nesse período (eu tinha tirado um intervalo) e vê-la batalhando 12 horas todos os dias, naquele calor do Saara, com neném de 6 meses, foi incrível. Ela, sem saber, me ensinou muito sobre dedicação, perseverança e o trabalho duro que um ator leva na preparação, situações que as pessoas não vêem quando estão te assistindo no telão.

Fotos: Jesse Korman.

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