Filmes que abordam a relação com a maternidade.

O dia das mães está se aproximando e  nada melhor que um especial de filmes que fala sobre essa relação um tanto avassaladora, afinal nem tudo é perfeito, né! Selecionamos dez filmes com diferentes abordagens sobre a maternidade. Abaixo, você encontra uma lista de filmes com várias visões e ângulos sobre o que é ser mãe. Certamente, você irá se identificar em algum momento.

Minhas mães e meu pai traz Um sensível retrato de uma família pós-moderna. Jules e Nic são lésbicas e vivem um relacionamento há mais de 20 anos, com dois filhos adolescentes, que foram concebidos por meio de inseminação artificial. Em um certo dia, os dois buscam conhecer o pai biológico e tentam, de alguma forma, introduzir ele a família. Com Annette Bening e Julianne Moore, o filme trata a questão da homossexualidade com naturalidade e ganha muitos pontos com isso. Ao mesmo tempo, mostra que toda família tem suas dificuldades.

A franquia de sucesso Minha mãe é uma peça traz a típica mãe zelosa, que não consegue se desvencilhar do fato que os filhos estão crescendo.

Grande clássico da comédia brasileira, o filme é uma adaptação da peça que levou quase um milhão de espectadores ao teatro, escrita por Paulo Gustavo.  O longa acompanha as peripécias de Dona Hermínia, dona de casa, aposentada,  típica mãe de família que precisa lidar com os filhos adolescentes crescendo e sua relação com a família. Paulo Gustavo, como sempre, mostrando timing perfeito pra comédia.

Tudo sobre minha mãe
Filme espanhol, do cineasta Pedro Almodovar, Tudo sobre minha mãe  é um filme humano e sensível ao extremo. O longa  fala sobre as mulheres de várias formas, com delicadeza, determinação e força, dosadas em diferentes quantidades nas personagens do filme.

O filho de Manoela morre após um acidente. Depois disso, ela precisa viajar até a cidade do pai do menino para dar a notícia, ela acaba se deparando com mudanças em sua vida ao longo do caminho.

Manoela, Agrado, Huma e Rosa são grandes personagens, dispostas numa grande história. Bela homenagem as mulheres com a sensibilidade, originalidade e polêmica.

Para sempre Alice
Baseado no livro de Lisa Genova, “Para sempre Alice”, o filme traz o retrato da relação familiar ao descobrir uma terrível doença na matriarca da família. Forte e impactante justamente, mostra a grande luta para continuarmos a ser nós mesmos.

Protagonizado por Julianne Moore, a atriz foi premiada em grandes premiações,incluindo O Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, BAFTA, o SAG e o Hollywood Awards. Fazendo jus a sua primorosa atuação, ela entra na pele de sua personagem com uma sensibilidade e sutileza sem iguais. É fato que a atriz é alma do filme!

O quarto de Jack
Adaptação do best-seller do New york Times de Emma Donoghue (que também assina o roteiro do filme), Quarto de Jack nos apresenta uma visão inocente e tocante do mundo.

O filme conta a história de uma mãe que é mantida em cativeiro por anos e acaba tendo um filho de seu sequestrador.  Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. Não é apenas o lugar onde ele vive com a mãe, é aonde ele nasceu e cresceu. Lá eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam, tudo entre quatro paredes e uma pequena claraboia, com muita cumplicidade. Conforme o tempo passa, ela planeja uma forma de sair do cativeiro, com seu filho.

Os diálogos bonitos e reveladores são capazes de mostrar como o mundo pode ser bonito, ao mesmo tempo que cruel. Com sentimentos completamente abalados, Quarto de Jack nos transporta para uma relação maternal com laços eternos, contudo dentro de uma realidade cruel. Com muita determinação, criatividade e um imenso amor entre os dois. Brie Larson e o pequeno nos presenteiam Jacob Tremblay com belíssimas atuações!

Famoso em premiações, rendeu o Oscar de melhor atriz a Brie Larson.

Que horas ela volta?

Copyright Gullane Filmes, Aline Arruda

Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert, mistura drama e comédia, confrontando o Nordeste e o Sudeste, os ricos e os pobres, o Brasil segregacionista e a ideia de união nacional. Regina Casé interpreta Val, uma empregada doméstica de Recife que mora há mais de uma década em São Paulo, na casa dos patrões e desenvolve uma relação maternal com o filho dos patrões. Val é considerada “quase da família”, tendo criado os filhos dos patrões como se fossem os próprios, mas ela ainda faz as suas refeições em uma mesa separada, dorme no quartinho dos fundos e jamais colocou os pés na grande piscina onde os outros se divertem.

O filme emocionou o país inteiro ao contar a história de Val, que se muda do interior de Pernambuco para São Paulo, para tentar proporcionar uma vida melhor a vida Jessica. Anos depois a menina precisa ir pra cidade da mãe prestar uma prova, e começa a provocar uma certa tensão com os chefes da mãe.

Mamma mia
1999, na ilha grega de Kalokairi. Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a se casar e, sem saber quem é seu pai, envia convites para Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgard). Eles vêm de diferentes partes do mundo, dispostos a reencontrar a mulher de suas vidas: Donna (Meryl Streep), mãe de Sophie. Ao chegarem Donna é surpreendida, tendo que inventar desculpas para não revelar quem é o pai de Sophie.

O musical, que ganhou continuação recentemente, em Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, mostra a bonita relação materna entre mãe e filha. Com uma relação de amizade, elas se entendem, em meio as músicas do Abba, que aliás,vão te fazer cantar e dançar junto.

Mulheres do Século 20

Copyright Mars Films

Com Annette Bening, Greta Gerwig e Elle Fanning, o filme mostra a união de mulheres e a força entre elas.

Na Califórnia dos anos 70, uma mãe (Annette Bening) tenta cuidar de sua família da melhor forma possível enquanto também procura respostas para as vidas de suas duas jovens amigas – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk (Greta Gerwig), e uma amiga de seu filho (Elle Fanning).

Nesta história autobiográfica, o diretor e roteirista, Mike Mills, explora com inteligência, humor e ternura um planeta em mutação, usando referências sociais e culturais. Mulheres do Século 20 revela-se um filme em que Mills agradece por todas as ações e ideias que as mulheres de sua juventude lhe trouxeram. É caótico, bagunçado e comovente como o próprio amor. É, sem dúvida, um filme de memórias, um no qual os seus protagonistas são conjurados contra o panorama do mundo.

Juno
Com Ellen Page, Michael Cera e Jennifer Garner, o filme mostra conflitos típicos de filmes adolescentes de forma completamente honesta, interessante e divertida, ao descobrir uma gravidez. O enredo se desenvolve em cima deste fato, e como a protagonista lida com ele.

O roteiro investe no humor crítico e politicamente incorreto. Juno é uma comédia indie  inteligente, divertida e original. Vale ressaltar também a excelente trilha sonora, que é basicamente uma aula de música indie, indo das origens até a atualidade.

Aos 16 anos, a adolescente Juno engravida de seu vizinho, Paulie Bleeker. O que era para ser apenas uma tarde de divertimento entre os dois amigos, tornou-se um problema que a garota julga ser incapaz de lidar sozinha, já que se sente muito imatura para ser mãe. Para isso, ela pensa na forma mais fácil de resolver a situação sem muitos transtornos. Eliminando logo a possibilidade de um aborto, a jovem decide procurar um casal para adoção. Com a ajuda da amiga Leah, Juno procura em anúncios de revista alguém que possa dar um belo futuro ao seu filho. O que para ela é apenas uma barriga temporária, se torna para seus colegas motivo de comentários. Apesar de ainda não se sentir segura para a maternidade, a gravidez faz com que a garota amadureça.

Vamos falar sobre Kevin

Copyright Fugu Filmverleih

Eva (Tilda Swinton) mora sozinha e teve sua casa e carro pintados de vermelho. Maltratada nas ruas, ela tenta recomeçar a vida com um novo emprego e vive temorosa, evitando as pessoas. O motivo desta situação vem de seu passado, da época em que era casada com Franklin (John C. Reilly), com quem teve dois filhos: Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) e Lucy (Ursula Parker). Seu relacionamento com o primogênito, Kevin, sempre foi complicado, desde quando ele era bebê. Com o tempo a situação foi se agravando, mas, mesmo conhecendo o filho muito bem, Eva jamais imaginaria do que ele seria capaz de fazer.

Sob a direção soberba de Lynne Ramsay, Precisamos Falar Sobre o Kevin é um filme duro e impactante. Desde o primeiro minuto o espectador lida com uma imagem forte para começar a contar a vida de Eva (Tilda Swinton, em atuação digna de Oscar), através de um quebra-cabeças repleto de variações no tempo de forma que se possa conhecer seu presente e passado. Agora, ela é um pária na cidade, maltratada por quase todos que a encontram. Porém, no passado teve uma vida feliz, ao lado do marido Franklin (John C. Reilly), mas algo muito grave aconteceu entre estas duas épocas. Seu nome é Kevin, o primeiro filho do casal.

O carinho natural de mãe aos poucos se transforma em temor, com o passar dos anos. Ao mesmo tempo há a sensação de responsabilidade e, de certa forma, culpa, por tê-lo criado. Este difícil relacionamento é pontuado por cenas magistrais, que retratam a esperança da mãe em ser aceita pelo filho e a constatação de que ele, na verdade, a odeia.

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