Minissérie pincela detalhes biográficos.

Baseado no livro da tataraneta “A’Lelia Bundles, On her own ground” , a dura e inspiradora história de Madam C.J. Walker é retratada em uma minissérie de quatro capítulos, sobre a primeira mulher negra milionária dos EUA.

Protagonizada lindamente por Octavia Spencer, “A vida e a história de Madam C.J. Walker” mostra a força da mulher contra uma sociedade machista e preconceituosa. A série levanta, de fato, debates extremamente atuais. Além disso, a história tem ótimos personagens secundários. Destaque para Leila (Tiffany Hadish), a filha de Sarah, personagem que é, de certa forma, um alívio cômico e serve para incluir a questão LGBT na trama.

A vida e a história de Madam C.J. Walker consegue ser um ótimo entretenimento — ainda mais nesses tempos sombrios –, ao mesmo tempo que entrega uma história inspiradora e repleta de reflexões.

Personagem real que viveu entre 1867 e 1919 nos Estados Unidos, Madame C.J. Walker é muito mais que um grande exemplo. Sua história de vida não foi nada fácil. Transforma-la em ficção é o minimo que podemos fazer para contar a sua história, que merece grandes holofotes. É realmente inspirador!

Madame C.J. Walker  ficou conhecida por se tornar a primeira mulher negra milionária dos Estados Unidos pelo trabalho. Num período em que as mulheres, principalmente, as negras eram renegadas a trabalhos e serviços de casa. Ela apostou na venda de produtos para o tratamento dos cabelos das mulheres negras e, depois, expandiu o negócio criando salões e fábricas pelos EUA, empregando mulheres pelo país.

Filha de escravos, casou-se aos 18 anos para fugir da pobreza, era abusada pelo marido, foi abandonada quando seu cabelo começou a cair por causa de alergias e para viver, ganhava US$ 1,50 lavando roupas. Esse cenário parecia condenar uma mulher como ela a passar toda a vida apenas lutando para ter o que comer. Mas, contra todas as expectativas, Walker se tornou a primeira mulher negra a ser milionária nos Estados Unidos, no início dos anos 1900. Por isso, havia uma grande ansiedade a respeito de uma dramaturgia que fosse contar sua história.

Foto destaque: Amanda Matlovich/Netflix

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