A Galeria Kogan Amaro exibe em Zurique exposições individuais de Flávio de Carvalho (1899-1973) e Samuel de Saboia. Com curadoria de Ricardo Resende, a exposição de Carvalho reúne trabalhos emblemáticos do artista, e a individual de Saboia, que tem curadoria de Ana Carolina Ralston, apresenta pinturas e esculturas inéditas.

Uma das mais importantes referências da vanguarda brasileira do Séc. XX, Flávio de Carvalho é autor de uma obra multidisciplinar, de formas excêntricas e irreverentes de expressão. Na mostra intitulada Flávio de Carvalho: O Novo Homem dos Trópicos, o público poderá conhecer mais de vinte desenhos do artista, mulheres eternizadas em papel com tinta preta, criadas a partir das linhas expressivas tão características do artista.

Flávio de Carvalho inovou ao adotar novas mídias, destacando-se por seu teatro e performances artísticas, abrindo ainda caminho para os novos procedimentos artísticos que se desenvolveram no Brasil a partir dos anos 1960. Como pintor, foi aclamado não apenas no Brasil, mas também na Europa Ocidental, na União Soviética e nos Estados Unidos.

Em 1929, quando o arquiteto suíço Le Corbusier visitou o Brasil e conheceu Flávio de Carvalho, definiu como um “Revolucionário Romântico”, alcunha que perdura até a contemporaneidade.

 O artista Samuel de Saboia  exibe sua primeira individual na Suíça, na unidade de Zurique da Galeria Kogan Amaro.

O chamado da arte soprou cedo aos ouvidos de Samuel. Aos 12 anos, o jovem fazia da noite seu dia. Pintava escondido durante as madrugadas. Seus pais, pastores no Recife, achavam que o garoto era possuído por forças malignas, mas a arte surgiu como pulsão e acabou ganhando ares que beiram o espiritual. As influências de Saboia são duais, trazem a noção de prazer versus dor, tanto estética quanto pessoal.

Na exposição, ele confronta o espectador com suas reflexões sobre estética social, auto-aceitação, sexualidade, vida e morte, anjos e demônios por meio de obras inéditas, pinturas sobre tela ou couro, esculturas e cerâmica de barro seco ao ar.

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