Juan Antonio Bayona leva as telas referencias de O Labirinto do fauno.

Prepare seus lenços para um mar de emoções e seu coração para diversas lições de moral que serão contadas a você, por uma arvore gigante! Sim, eu disse uma árvore gigante! Sete minutos depois da meia noite é cheio de metáforas reproduzidas por ela.

Do mesmo diretor de O impossível e O orfanato, Juan Antonio Bayona traz a Hollywood essa obra que nos tira (litros de) lagrimas dos olhos. A montagem do filme nos remete ao O Labirinto do fauno, de Guilherme Del Toro, e Uma história sem fim, de Wolfgang Petersen, pois possui a mesma narrativa de crianças que precisam enfrentar os dilemas da vida e contam com a ajuda de criaturas gigantescas.

Sete minutos depois da meia noite retrata a história do pequeno Conor O’malley (Lewis MacDougall), recém abalado após receber a notícia de que sua mãe sofre por uma grave doença. Com uma relação não muito boa, Conor passa a morar com sua avó (Sigourney Weaver) que não possui tato nenhum para lidar com o garoto.

 Conor busca uma válvula de escape dos problemas da vida real através de sua imaginação. O jovem enfrenta diariamente problemas em seu colégio, onde lida com três colegas sofrendo humilhações físicas e verbais. Além desse incomodo, o garoto ainda reluta para aceitar o estado de sua mãe e o não acolhimento total de seu pai.

Todos os dias, as sete para meia noite uma arvore gigante (e um tanto quanto tenebrosa) aparece para lhe contar uma história, onde ao final da terceira, o garoto é quem fica responsável por compartilhar a quarta.

Aliás, as histórias são cheias de metáforas sobre a complexidade humana. Além disso, a ilustração delas nos rouba a atenção de forma estonteante. As pinturas em aquarela são lindas e contém um significado muito importante no filme. São uma hora e quarenta e oito minutos de muito aprendizado.

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