Foto: Victor Coutinho

Ao longo da última década, o grupo carioca Peneira, formado por Priscila Bittencourt, Taty Maria, Alex Teixeira e Luiz Fernando Pinto ocupou teatros, galerias, museus, galpões e espaços públicos em diversos territórios do Brasil e Portugal, com espetáculos, performances, debates, saraus, cineclubes, festivais e oficinas, tendo como eixos norteadores a memória, a conexão entre pessoas e o cotidiano das cidades.

Agora em 2020, o Grupo Peneira, que preparava uma série de ações comemorativas entre os bairros da Lapa e Glória, foi obrigado a se reinventar, por conta da pandemia de Covid-19. Dessa forma, nasceu o ciclo on-line Peneira + 10, que terá lançamento de publicações, bate-papo com escritores e pensadores da cultura, além de apresentações com artistas de diversas linguagens.

As obras “Cartonera” do Escritório volume I e II — antologia com poetas contemporâneos brasileiros, editada pelo selo Nuvem Poética — e “Fabulações do Território_Rua Joaquim Silva” — livro que aborda o método artístico-comunitário desenvolvido pelo grupo, e aplicado com trabalhadores da cultura e moradores desta pequena rua da Lapa, e que deu origem ao espetáculo Sorte ou Revés —, ganham versões em formato e-book.

Ao longo do mês de julho, entre os dias 10 e 23, os poetas Bruna Mitrano, Valeska Torres, Paulo Sérgio Kajal, Sabrina Azevedo, Tom Grito, Josi de Paula, Ivone Landim, Maui, Valentine, Nelson Neto, Márcio Rufino, Escurinho, Mery Onírica, Lívia Araújo, Chacal, Bruno Borja e Xandu Durratos, participam de uma sequência de lives no Instagram, sempre às 20h, conversando sobre seus processos criativos e reflexões.

No sábado, dia 25, a partir das 14h, será realizado no Facebook , o evento Peneira + 10, que vai contar com o lançamento das publicações “Cartonera” do Escritório volume I e II; sets com Iasmin Turbininha, considerada a DJ mulher mais influente do funk na atualidade; performances de Lorna Washington, ícone do transformismo carioca; poemas de Bixart, poetisa e cantora paraibana que costuma abordar temas como transfobia, racismo e intolerância religiosa; música com Isaar, cantora, compositora e instrumentista pernambucana; literatura indígena com Julie Dorrico, rondoniense, doutoranda em teoria da literatura pela PUC-RS, escritora e pesquisadora; bate-papo sobre o papel das políticas públicas de cultura no pós-pandemia com Miguel Jost, doutor em estudos de literatura e cultura pela PUC-Rio, professor e pesquisador; lançamento do livro digital Fabulações do Território_Rua Joaquim Silva, seguido de conversa com Hugo Cruz, pesquisador português e diretor artístico do MEXE_Encontro Internacional de Arte e Comunidade.

Também haverá uma celebração a Dona Marlene, histórica moradora da Rua Joaquim Silva — que chegou a participar do espetáculo Sorte ou Revés —, e responsável pelo bingo de cartela de feijão mais antigo da cidade do Rio de Janeiro e por manter viva a tradição dos festejos juninos com apresentações de quadrilhas na região.

Confira a programação aqui!

DEIXE UM COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Please enter your name here