Nelson Motta lança autobiografia, com mais de 500 páginas.

Ao longo da sua longa e produtiva carreira, Nelson Motta já atuou em muitas frentes, como jornalista, produtor, compositor, diretor, descobridor de talentos da música brasileira entre muitas outras funções, agora aos 76 anos, ele compartilha algumas de suas lembranças e histórias, com Pedro Bial, nesta sexta-feira, dia 4.

Nelson Motta conta que deve à sua mãe a sua entrada para o universo da música. “Ela adorava música, tinha um ouvido espetacular. Eu comecei a gostar de música mas não tenho um ouvido espetacular e com uns 20 anos eu já descobri que não tinha o dom da música”, conta. Aliás, ele tinha um time de amigos de peso, que circulavam facilmente nesse universo. “Meus colegas de academia de violão eram Edu Lobo, Chico Buarque, Toquinho, Dori Caymmi, Marcos Valle…. Então eu comecei fazer Letras. Foi um jeito de continuar na música, sem ser um músico”, diz ele.

Aliás, a música tem lugar de destaque na sua vida e permeia praticamente toda a sua história. “Estive na música como compositor, como produtor, como diretor de show, diretor de televisão, produtor de espetáculos. A música me deu as maiores alegrias da minha vida, sem que eu fosse músico”, conta Nelsinho.

Aliás, foi nesse meio que ele conheceu algumas mulheres com quem se relacionou, como Elis Regina e Marisa Monte, mas derrete-se ao falar de sua esposa, Drica, que apareceu quando ele já não esperava mais encontrar um grande amor: “Ela caiu do céu. Eu não esperava mais, estava fechado pra balanço. Aos 73 anos, saindo do hospital. Eu queria sobreviver”, lembra.

Também comenta o casamento com a atriz Marília Pêra, mãe de suas filhas Esperança e Nina. “Apanhei muito no começo e aprendi muito, sobretudo como lidar com uma grande artista convivendo diariamente com a grande artista que estava no teatro desde os quatro anos de idade”, comenta.

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