Pensando na predominância masculina no mundo da música, a baterista e percussionista Georgia Camara criou o 1º FestRio, no qual privilegia a presença feminina na produção musical, que será realizado entre os dias 1º e 6 de março.

Ao todo, Georgia reuniu 46 bateristas e percussionistas, de pegadas bem variadas, para ministrar as 14 Oficinas (inscrições abertas de 17 a 26 de fevereiro) e dialogar nas 8 Rodas de Conversa do evento. Tudo de graça! Haverá 5 disputadas vagas por Oficina para quem quer acompanhar presencialmente a aula no Centro de Artes da UniRio, na Urca. A produção garantirá o distanciamento seguro, a higienização do espaço e o uso obrigatório de máscara e álcool em gel pelo público presente. Já as Rodas de Conversa serão feitas apenas com as palestrantes e transmitidas ao vivo pelas redes do evento.

“O FestRio foi uma ideia que amadureceu no decorrer do meu envolvimento com a bateria e a percussão e, principalmente, a partir da minha percepção do nosso mercado musical. Os dados mostram que os homens representam em torno de 80% dos profissionais da música e as mulheres ficam com 20%. É uma diferença bem grande”, provoca ela, empolgada em dialogar com esse punhado de instrumentistas.

Com as baquetas e os caxixis nas mãos, Georgia Camara já deixou as suas digitais em trabalhos de Zélia Duncan, Ana Costa, Simone, Itiberê Orquestra Família, Primavera das Mulheres e Orquestra Lunar, entre outros. E agora, estreando como curadora, quer ressoar alto. Para ela, “um festival online é uma forma muito eficaz de disseminar conhecimentos e ampliar o debate sobre música. Queremos chegar em um grande número de interessados, até fora do país”, estima.

“Para as oficinas, escolhi profissionais a partir da meu conhecimento em relação à prática das instrumentistas, porque pude trabalhar em contextos diferentes com várias delas, e também a partir de pesquisa sobre as musicistas atuantes nos segmentos popular e erudito do Rio de Janeiro”, explica, já revelando o sortimento de assuntos que serão abordados.

E para as Rodas de Conversa, a curadora buscou mostrar um panorama, trazendo instrumentistas, mestras de cultura, luthiers, professoras e diretoras de escolas de samba, mulheres do popular e do erudito para o FestRio. Além de entender as possíveis diferenças nas experiências delas, Georgia Camara quer mostrar ao público a sonzeira que essa mulherada está fazendo.

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