Foto: Brunno Martins

“Maré”, obra de dança do coletivo potiguar CIDA, faz sua pré-estreia dentro da programação do Palco Virtual de Cênicas que o Itaú Cultural. A obra fala sobre o amor a partir da situação da pandemia e da realidade dos cinco artistas em cena, seus corpos e suas vivências. Já o  coletivo O Bonde, de São Paulo estreia “Desfazenda – me enterrem fora desse lugar”, peça-filme  na qual a palavra falada conduz a dramaturgia assinada por Lucas Moura, livremente inspirada no filme Menino 23: Infâncias Perdidas no Brasil, de Belisario Franca.

Tomado pelas sensações e possibilidades provocadas pelo momento atual, o CIDA compôs o espetáculo tanto com imagens da performance registradas no palco tradicional quanto de frente para o mar. A proposta de mesclar esses dois ambientes foi registrar o que eles representam hoje: a vontade de ir para as ruas e de voltar aos palcos.

Terceiro trabalho do núcleo formado por artistas com e sem deficiência, “Maré” traz, também, intrínseca, a acessibilidade. Além de interpretação em Libras, o espetáculo conta com uma audio-descrição pensada para o trabalho e que dialoga com a obra como uma espécie de poema. “Acho que com isso a gente conseguiu criar uma camada a mais para o público vidente e não vidente de uma nova construção em dança”, aposta René Loui, que acrescenta: “Para a gente, acessibilidade e inclusão estão juntas”.

Após a exibição de pré-estreia, “Maré” fica disponível até 1 de julho, às 17h, no Youtube do Itaú Cultural. Integralmente gratuito e on-line, o Palco Virtual é realizado de quinta-feira a sábado, às 20h, e no domingo, às 19h, pela plataforma Zoom. Todas as apresentações são seguidas por conversas do público com diretores, elencos e convidados. Os ingressos devem ser reservados via Sympla. Para mais informações, basta acessar www.itaucultural.org.br.

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