Depois de apresentar em 2020 uma edição cem por cento on-line – indicada ao Prêmio Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Difusão –, o festival internacional de dança contemporânea Dança em Trânsito retorna às ruas e palcos do país, ao mesmo tempo em que incorpora a programação virtual, em um inédito formato híbrido.

De Norte a Sul do Brasil, 25 cidades de dez Estados estão envolvidas com residências, projetos formativos, mentorias e intercâmbios, aliás, iniciados virtualmente em março, e, agora, presencialmente, 18 cidades recebem, de 6 de novembro a 19 de dezembro, espetáculos de 27 companhias do Brasil, Alemanha, Canadá, Espanha, França, Israel, México, Portugal, Suíça e Uruguai, projeções de vídeos, além de residências de criação e oficinas gratuitas.

Uma das principais novidades em 2021 é o Dança em Trânsito Projetado, que marca o hibridismo do novo formato. Mesmo com a volta das apresentações presenciais, o festival incorpora de vez as transmissões nas plataformas digitais, além de incluir projeções em salas de cinema.

 “Adiamos de julho para novembro as atividades presenciais do festival em função do calendário de vacinação nacional. Mas iniciamos de forma remota, em março, uma série de ações on-line e gratuitas envolvendo artistas nacionais e internacionais, com aulas de dança; formação de professores multiplicadores; mentoria para criação de turmas em centros culturais longe das metrópoles e manutenção para profissionais da dança e artes cênicas”, explica Giselle Tápias, diretora artística e curadora do Dança em Trânsito.

“Além disso, fizemos um projeto de extensão em parceria com o Museu de Arte do Rio de Janeiro, com uma intervenção dançada dentro da exposição Imagens que não se conformam, e seguiremos com essa parceria, junto à Escola do Olhar, com aulas para professores da rede pública. O resultado será apresentado no festival”, resume.

No Rio de Janeiro, o Dança em Trânsito acontece entre 8 e 14 de novembro, com espetáculos, performances e projeções de filmes no CCBB RJ, a partir das 17h, com exceção do primeiro e último dia, a partir das 18h30. No domingo, o Museu de Arte do Rio – MAR recebe a apresentação do resultado da Formação Continuada, em parceria com a Escola do Olhar, às 13h. Além disso, no mesmo dia, haverá a tradicional ocupação dos espaços públicos ao longo da Orla Conde, com um total de nove espetáculos de companhias brasileiras e estrangeiras, com início às 11h, desde o entorno do Museu do Amanhã até o CCBB, onde acontecem as duas últimas apresentações, às 18h30.

A fim de minimizar os riscos para toda a equipe, a curadoria artística levou em consideração o número de integrantes das companhias a serem convidadas, os perfis de espetáculos e performances adaptáveis aos ambientes externos, assim como os deslocamentos de cada companhia. Além disso, alguns artistas e companhias do exterior estão envolvidos de forma remota, seja à frente das aulas de formação online ou através dos trabalhos exibidos em vídeo durante o festival.

 O festival passa ainda por Mangaratiba (RJ), 6/11; Goiânia (GO), 15 e 16/11; Brasília (DF), 18 a 21/11; São Luis (MA), 25 e 26/11; Belém (PA), 28/11; Parauapebas (PA), 29/11; Canaã dos Carajás (PA), 30/11; Belo Horizonte (MG), 3 e 4/12; Ipatinga (MG), 6/12; Coronel Fabriciano (MG), 7/12; Vitória (ES), 10/12; Vila Velha (ES), 11/12; Entre Rios do Sul (RS), 14/12; Alto Bela Vista (SC), 15/12; Florianópolis (SC), 17/12; Capivari de Baixo (SC), 18/12 e São Paulo (SP), 19/12.

Depois de uma edição construída exclusivamente de forma remota e apresentada como vídeo-dança em 2020, a tradicional residência de intercâmbio Rotas adota o hibridismo em 2021 com ROTAS BRASIS. Idealizada e facilitada pela coreógrafa Flávia Tápias, a parceria criativa que originalmente reunia intérpretes brasileiros e estrangeiros participantes do festival e era apresentada durante a programação deu lugar este ano a uma residência somente com artistas brasileiros, selecionados através de uma convocatória, e aberta aos diversos estilos de dança de cada região na construção da coreografia. Com ensaios realizados inicialmente de forma remota, o resultado será apresentado no festival com a participação de músicos convidados.

Os projetos formativos, que fazem parte do DNA do festival, ganharam um novo viés este ano com o Projeto Valia, que promoveu a partir de março aulas online de mentoria em dança contemporânea voltadas para o aprofundamento profissional de professores de cidades com poucas oportunidades e distantes dos grandes centros.

Os professores contemplados das cidades de Entre Rios do Sul (RS), Capivari de Baixo e Alto Bela Vista (SC) e Minaçu (GO) foram contratados para dar aulas com criação nos centros de cultura de suas cidades, entre julho e outubro, com mentoria e acompanhamento da coreógrafa Flávia Tápias. Como resultado do processo criativo nas aulas, os alunos se apresentam durante o Dança em Trânsito, ao lado dos artistas profissionais que realizarão seus espetáculos nessas cidades.

Outra vertente são as Residências de Criação voltadas para participantes com algum conhecimento de técnica de movimento, oferecidas gratuitamente e ministradas por convidados nacionais e internacionais participantes do festival. São 3 a 7 dias de imersão coletiva, nos quais encontros, trocas e aprendizagens resultam em obras que serão apresentadas dentro da programação do Dança em Trânsito.

SERVIÇO:
Data: 8 a 14 de novembro
Local: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB RJ ( Rua Primeiro de Março, 66 – Centro)
Horários: a partir das 18h30 – dias 8 e 14/11
a partir das 17h – 10 a 13/11
Ingressos: Teatro I – R$ 15 (preço único)
Sala de Cinema 2 – entrada franca (retirada cortesia no site eventim)
Hall do Cinema e Rotunda – entrada franca
Ingressos: eventim.com.br

O festival oferece ainda 19 oficinas gratuitas, em 10 cidades, ministradas por convidados nacionais e internacionais participantes do festival. São encontros pontuais, de duas a três horas de duração, abertos a todos os interessados. Inscrições e mais informações no site.

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