A poesia é quem venceQuando o Brasil celebra os 100 anos da Semana de Arte Moderna, os novos modernistas, poetas e artistas do nosso tempo, seguem inovando e criando brechas no espaço tempo. Em 2022, o coletivo Slam do 13 completa nove anos de realização ininterrupta de batalhas de poesia falada, e justamente, por isso anuncia o lançamento do seu primeiro livro “A poesia é quem vence”, com a participação de 55 poetas independentes.

Aliás, o título da obra é uma alusão ao poema/lema do Slam do 13, que traz os versos “o espaço é aberto, entre, toda última segunda do mês, todo coração aberto tem vez, a poesia é quem vence, sempre!”. Essa é uma forma que o coletivo encontrou, no início dos trabalhos, de atenuar a questão da competição, existente no slam (batalhas de poesia falada) transformando-a em uma forma saudável de disputa e evidenciando a grandeza e a beleza do evento em si.

Livro reúne 55 poetas marginais e periféricos. A obra, que está sendo publicada pela editora Baderna, faz parte do projeto contemplado pela 5ª edição do edital de fomento à Cultura da Periferia, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo.

Além dos 55 poetas que compõem o livro, a obra traz também um compilado de fotos dos quase nove anos de história do coletivo, que foi o primeiro do país a promover batalhas de poesia falada em um terminal de ônibus, da Zona Sul de SP.

“Em todo esse tempo de caminhada nunca publicamos um livro do coletivo, então é uma realização muito especial para nós, tão grande quando o desafio de condensar quase nove anos de trajetória em uma única obra, muita gente já passou pela arena do Slam do 13, vozes de extrema importância para nossa existência, separamos 55 delas mas sabemos que cabiam mais algumas dezenas de poetas, pois a cena do Slam é muito rica”, pontua Thiago Peixoto, membro do Slam do 13.

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