Jornalista escreve sobre o Destemidas, projeto que atua no Complexo da Maré.

"Quebrando os limites"A Editora Planeta lança nova edição de “Quebrando os limites”, livro no qual Carol Barcellos compartilha diversas passagens de sua vida e carreira para mostrar como aprendeu a superar o medo e a ultrapassar os limites. Afinal ela já viveu experiências como fazer uma ultramaratona no deserto do Atacama, subir em árvores de 100 metros de altura e entrar em cavernas profundas no interior da China.

Publicada originalmente em 2016, a obra apresenta nesta edição, novas histórias de bastidores de reportagens e coberturas, como dos Jogos Olímpicos de Tóquio e da Copa do Mundo de Futebol Feminino, bem como detalhes do projeto Destemidas envolvendo corrida no Complexo da Maré.

Desde o lançamento da primeira edição de “Quebrando os limites”, além de ter vivido diversas outras experiências como repórter, ela também enfrentou uma separação e encontrou um novo amor. Na obra, ela compartilha com os leitores detalhes de sua vida pessoal e defende que é um engano pensar que vida pessoal e a profissional andam sem se cruzar.

Além disso, em uma das passagens, ela relata as dificuldades de cobrir as Olimpíadas de Inverno da Coréia do Sul em 2018 além de encarar uma temperatura de -30º. O período em que esteve lá coincidiu com o aniversário de sua filha. Ela conta que se lembra de, entre várias reportagens, ter entrado ao vivo no programa “Mais Você”, da TV Globo, e da Ana Maria Braga e do Louro José darem parabéns à Julia. “Ela ficou tão feliz, mas seguiu triste comigo. À noite, lá estava eu chorando novamente no chuveiro. Tenho uma vida muito mais interessante e rica de experiências do que eu poderia imaginar. Mas, com o tempo, a gente vê que a felicidade está no cotidiano, ao nosso alcance, sem avião. O sorriso da Ju é a viagem mais linda que já fiz”, ela conta.

Em um dos capítulos finais, Carol escreve sobre o Destemidas, projeto criado em parceria com a ONG Luta pela Paz, que atua no Complexo da Maré. O projeto reúne mulheres para correr. “É o esporte como pretexto para trabalhar autonomia e confiança, para que elas olhem para o lado e vejam que não estão sós. Para que uma inspire a outra”, ela relata.

Ela conta que a ideia surgiu depois de uma reportagem na Maratona de Boston. Era a comemoração de 50 anos da primeira mulher a correr aquela maratona: a americana Kathrine Switzer, hoje na casa dos 70 anos de idade e ainda corredora. Naquele ano de 2017, ela correu os 42 km para comemorar seu feito histórico. No dia seguinte, quando foi entrevistá-la, ela ficou sabendo que Carol também corria. Ao final da conversa, ela segurou sua mão e disse que deveria devolver ao esporte tudo o que o esporte havia dado a ela. As Destemidas nasceram ali.

Carol relata também no livro que nunca ter participado da cobertura de uma Copa do Mundo era uma frustação, chegava até a questionar se era por falta de competência sua, até que foi escalada para acompanhar a seleção brasileira feminina de futebol.

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