Após a suspensão por quase dois anos diante da pandemia de Covid-19, está de volta aos palcos o espetáculo “Corpo Minado”, a peça que aborda as complexidades da estrutura social enfrentada por mulheres negras periféricas na intersecção de gênero, sexualidade, raça, classe e território em suas trajetórias, é encenda sob diferentes perspectivas.

No palco cinco atrizes encenam narrativas sob diferentes perspectivas, além das suas ações no cotidiano no seu aspecto tecnológico e afetivo. Além disso, o texto elucida as complexidades da estrutura social enfrentada por mulheres marginalizadas na intersecção de gênero, sexualidade, raça, classe e território em suas trajetórias ressaltando a importância da ocupação de mulheres negras, periféricas e LBTQIA+ na Cultura.

“A gente nunca quis falar da dor dessas mulheres que é algo dado, mas, apesar disso, ela não é a protagonista da história das mesmas”, ressaltou a diretora Desirée Santos.

Evidenciando a fragilidade, força, pluralidade, potência e a luta de mulheres negras, periféricas e LBTQIA+ que conquistaram espaços pelo setor artístico e cultural do Brasil, o texto foi vencedora do prêmio Programa de Fomento à Cultura (FOCA), na categoria “Arte racista”.

 A diretora Desirée Santos destacou a importância deste projeto, “Estamos muito felizes com este espetáculo idealizado pelo Grupo Atiro que para nós é uma grande retomada. A gente nunca quis falar da dor dessas mulheres, ela não é a protagonista da história das mesmas. O espetáculo aborda na ficção a importância da oralidade como tecnologia ancestral e contemporânea de um jeito lúdico e bem humorado, reunindo memória e corpo como principais pilares construtores da cena”, ressaltou.

Serviço
“CORPO MINADO: À RETOMADA”
Local: Teatro Sérgio Porto, em Botafogo, no Rio de Janeiro
Duração: 60 minutos
Classificação Indicativa: 18 anos
Datas: 07 a 17 de julho | Quinta a sábado, às 20h; Domingo, às 19h
ingressos pela Sympla

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