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Michael: Antoine Fuqua leva as telas a criação do Rei do Pop

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A cinebiografia Michael, enfim, chega aos cinemas, com direção de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) e roteiro de John Logan (Gladiador). O filme explora a trajetória complexa do Rei do Pop, desde a infância no grupo Jackson 5 até o auge da fama mundial e as polêmicas de sua vida pessoal.

Michael Jackson é interpretado brilhantemente pelo seu sobrinho, Jaafar Jackson. Sua atuação oferece semelhança física e vocal impressionante. Aliás, para atingir o nível de fidelidade esperado, Jaafar passou por um treinamento intensivo de mais de um ano, focado em mimetizar os movimentos e a voz de Michael. E o fez muito bem, o trabalho de corpo e voz apresentado é milimétrico e completamente preciso, apresentando um ótimo ator em sua estreia. Jaafar Jackson está fenomenal com uma atuação fora de série!

O elenco conta com Colman Domingo como o patriarca, Joe Jackson em grande atuação, enquanto Nia Long assume o papel de Katherine Jackson. Ambos os atores fazem o contraponto perfeito na vida de Michael Jackson. Já ator Miles Teller como o advogado e empresário John Branca, parece um pouco desconfortável no papel.

Sempre soubemos que a relação entre Michael Jackson e seu pai não é apenas um detalhe narrativo, mas o coração pulsante de sua história. E o filme faz uso desse vínculo com firmeza, revelando como os conflitos geraram suas fragilidades.

A história do fenômeno musical passa pelos seus primeiros dias na Motown, se apresentando com seus irmãos no Jackson 5, até sua ascensão como artista solo. Além disso, o filme conta com cerca de 13 canções icônicas, com requinte de detalhes em suas produções audiovisuais.

Michael proporciona uma imersão completa na evolução artística do cantor ao longo das décadas retratadas na tela. A Direção de Arte e figurino recria tudo com riqueza de detalhes e as cenas musicais são construídas como verdadeiras experiências sensoriais.

A direção de Antoine Fuqua é precisa, com ritmo consistente, sem excesso e gostinho de quero mais. O público é conduzido com equilíbrio, acompanhando a ascensão de um artista que não apenas alcançou o sucesso, mas redefiniu os limites da música Pop.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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