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“Corpos em Expurgo” reflete o que o tempo tem tirado dos seres humanos

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“Corpos em Expurgo”, xom dramaturgia e direção de Klever Schneider, investiga as marcas do tempo sobre o corpo, a memória e as relações humanas por meio de três histórias independentes conectadas pela mesma pergunta: “O que o tempo tem tirado de você?” .

Em cena, os atores Camilo Ricardo, Ducco Baggio, Henrique Lott e Tchella Queiroz conduzem o público por uma experiência sensorial e poética que investiga as marcas deixadas pelo tempo, pela velocidade da vida contemporânea e pelas perdas silenciosas que acumulamos ao longo da existência.

O espetáculo é composto por três cenas de personagens que vivem histórias diferentes, mas conectadas por umamesma questão: a forma como o tempo influencia suas vidas. Em Hiato, um homem percebe que a velocidade cotidiana o afastou da capacidade de respirar e observar as coisas mais banais. Na cena seguinte, Biotério, um homem-rato vive submetido a regras e estímulos que o transformam gradualmente em uma criatura incapaz de distinguir instinto e identidade, como uma cobaia em um experimento. No último quadro, a partir de uma Infiltração, uma mulher entra em uma porta para lembranças de sua infância que julgava esquecidas, mas que insistem em permanecer. As três cenas propõem um jogo com o público: entre olhar e ser olhado.

Costurando cada uma dessas cenas, são projetadas vozes de pessoas que respondem a pergunta-chave do espetáculo: O que o tempo tem tirado de você? O público responde a essa mesma reflexão em cena aberta, quando é recebido no teatro. Durante as cenas acontecem intervenções sonoras com teclado, ao vivo, que interferem nos quadros, realizadas por um ator-músico.

A partir dessas três trajetórias, o espetáculo convida o público a refletir sobre temas presentes na vida de todos: a falta de tempo, o excesso de cobranças, opressões “invisíveis”, mudanças que sofremos ao longo dos anos e as memórias que carregamos. São situações distintas, mas facilmente reconhecíveis por qualquer pessoa. Ao acompanhar os personagens, a plateia é levada a revisitar experiências próprias, encontrando paralelos entre o que acontece em cena e diferentes momentos de sua vida. O autor e diretor do espetáculo, Klever Schneider, reflete sobre o conceito da peça a partir de seu título: “O que é expressado todos sabemos, mas ao expurgar e purificar, tornamos ainda mais visível o que insiste ficar adormecido ou escondido”, comenta.

Ao mesmo tempo que “Corpos em Expurgo” traz uma montagem com atmosfera pós-apocalíptica, apresentando uma estética que mistura suspense e mistério, o espetáculo propõe uma reflexão sobre o que o tempo modifica em nós — e sobre aquilo que, apesar de tudo, continua resistindo. Um mergulho sensível sobre o tempo, a urgência de existir e a beleza esquecida nas rotinas mais banais. Uma experiência teatral que faz um convite à pausa, à escuta e à respiração. 

Serviço:
Corpos em Expurgo
3 a 26 de julho de 2026 (sextas e sábados 19h, domingos 18h)
Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso
Av. Vieira Souto, 176 – Ipanema
Ingressos via Imply: funarj.eleventickets.com / Classificação Indicativa: 16 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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