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Cem anos de “Metrópolis”: clássico cinematográfico será tema de mostra 

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“Um século de Metrópolis: da invenção do futuro às ruínas do sonho moderno” é o tema da mostra que tem como elemento central os 100 anos do lançamento do clássico cinematográfico “Metrópolis” e que exibirá 69 filmes consagrados e raros de diferentes épocas e nacionalidades.

A mostra acontece na CAIXA Cultural Rio de Janeiro, Unidade Passeio, com ingressos e todas as atividades inteiramente gratuitos. Dirigida por Fritz Lang, um dos principais nomes do cinema alemão, a obra, lançada em 1927, apresenta uma trama futurista ambientada 100 anos depois. O filme terá uma exibição única no dia 21 de agosto, às 17h, com acompanhamento musical ao vivo pelo cantor e compositor Negro Leo. 

Ao abordar temáticas como o avanço tecnológico, científico e industrial, a relação homem e máquina e a luta de classes, o longa, que é tanto uma ficção científica distópica quanto utópica, se tornou um marco da tendência futurista do século XX, refletindo um projeto urbanístico e arquitetônico da metrópole moderna.

A partir da seleção fílmica e de outras atividades, a mostra busca revisitar essas discussões mobilizadas por “Metrópolis”, desenvolvendo os temas da obra ao longo dos 100 anos que separam o tempo atual, época imaginada pelo filme, do tempo de seu lançamento. A curadora Manoela Caldas destaca: “Se o futurismo é consequência da crença no projeto de desenvolvimento tecnológico da modernidade, o presente é marcado por uma sensação de perda do futuro, ou, mais propriamente, por uma crise de imaginação do futuro, quando nos vemos diante das catástrofes causadas por esse mesmo projeto.”

Entre os títulos da mostra, que serão exibidos em DCP, estão longas e curtas-metragens de diretores consagrados e que foram pouco exibidos no Brasil, como “O Deserto Vermelho” (1964), do italiano Michelangelo Antonioni, que conquistou o Leão de Ouro e o Prêmio FIPRESCI, da crítica internacional, no Festival de Veneza; “Mundo por um Fio” (1973), do alemão R. W. Fassbinder; “Playtime – Tempo de Diversão” (1967), do francês Jacques Tati; “História de Taipei” (1985), do taiwanês Edward Yang, vencedor do Prêmio FIPRESCI no Festival de Locarno; “Em Algum Lugar, Alguém” (1972), da francesa Yannick Bellon; “Sob a Pele da Cidade” (2001), da iraniana Rakhshan Bani-E’temad; “Palermo ou Wolfsburg” (1980), do alemão Werner Schroeter, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim; e “O Auge do Humano” (2016), do argentino Eduardo Williams, vencedor de Melhor Filme na seção Cineasti del Presente, do Festival de Locarno. 

A filmografia da mostra é composta por cópias restauradas diretamente de grandes arquivos internacionais, como a Fundação Murnau, Cinemateca Alemã, Cinemateca Australiana, Cinemateca da Armênia, entre outros.

Aliás, além da programação fílmica, o evento contará com atividades paralelas, como: um curso de três aulas, com tradução simultânea para o português, ministrado pelo pesquisador argentino Fernando Martín Peña, especialista no longa “Metrópolis” e responsável por descobrir a cópia completa do filme, dada como perdida e restaurada em 2010; e três debates, com tradução para Libras, que procuram discutir os desdobramentos do longa dirigido por Lang em relação à atualidade. 

Além disso, também será distribuído de forma gratuita um catálogo com textos inéditos e traduções de textos já consagrados sobre o tema, além de um caderno de fotografias dos bastidores e inspirações do filme para aqueles que comparecerem a, pelo menos, um evento da programação.

Pedro Henrique Ferreira, um dos curadores, também detalha como a mostra foi pensada: “Nossa seleção partiu menos das influências literais que ‘Metrópolis’ exerceu sobre outros filmes e mais de certos motes que o filme de Lang/Harbou evoca: a metrópole como projeto urbanístico, a fábrica como espaço do trabalho e o operário como protótipo de classe, as relações entre humano e máquina, etc. A curadoria procura observar o desenvolvimento iconográfico destes temas ao longo da história do cinema e destes cem anos, não para esgotá-los, mas, sim, para traçar paralelos, choques dialéticos e fricções centrífugas entre ‘Metrópolis’ e outros filmes, com o intuito de fornecer ao espectador material para pensar estes problemas.”

SERVIÇO Data: 4 a 23 de agosto / Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Unidade Passeio – Rua do Passeio, 38 – Centro / Funcionamento do espaço: terça a sábado, das 10h às 20h – domingos e feriados, das 11h às 18h / Bilheteria: terça a sábado, das 13h às 19h – domingos e feriados das 13h às 18h / Classificação etária: consulte a programação / Retirada de ingressos para os filmes: 30 minutos antes de cada sessão ou atividade programada Instagram: @caixaculturalrj Site: www.caixacultural.gov.br 

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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