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“Como um Palhaço – Like a Clown” no Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa

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Referência na palhaçaria mundial, dentro e fora do Brasil (são mais de 20 anos de trabalho no universo cômico, com repertório próprio e também em colaboração com Cia. Finzi Pasca, Cirque du Soleil, Cirque Bouffon), a carioca Helena Bittencourt e o holandês Goos Meeuwsen (@helena.and.goos) estão de volta ao Rio com o espetáculo “Como um Palhaço – Like a Clown”, assistido por mais de 5 mil espectadores.

Entre as principais marcas dos artistas está a refinada composição física e de comédia, conjunto de habilidades que tem no vértice a palhaçaria.  A história é conduzida pelos personagens de dois acadêmicos convencidos a apresentar uma palestra sobre amor e aversão a palhaços. Sob esse pretexto, “Como um Palhaço – Like a Clown” revela e distorce arquétipos clássicos da palhaçaria, transitando entre o passado e o presente, misturando influências culturais e técnicas teatrais para mergulhar na identidade em constante evolução do palhaço.

A pesquisa começou em 2021. O roteiro parte das civilizações antigas até os dias atuais. A figura do personagem é encontrada nas tradições indígenas milenares, entre os bufões egípcios, artistas romanos e da Commedia dell’arte, palhaços de circo até os comediantes modernos — enfim, todos carregam o espírito da palhaçaria. Algo permanece ao longo dos tempos: estão sempre repletos de emoções humanas cruas, sempre absolutamente ridículos.  

Na montagem, o público vai encontrar histórias até da vida real. “Nós nos chamamos de palhaços com orgulho. Ou quase com orgulho. No controle de fronteira, por exemplo, ‘ator’ parece uma resposta mais segura quando a polícia alfandegária indaga a profissão. Na barbearia, novamente: ‘Sou ator’ e não ‘Sou palhaço’. Certa vez, enquanto brincávamos em um bar, um transeunte riu e presumiu que éramos comediantes profissionais. Quando lhe disseram que éramos palhaços, ele zombou: ‘Não os insultem!’. Enquanto isso, políticos no mundo todo são rotulados como palhaços”, analisa Goos, entre o humor e a vida como ela é. 

Mas Helena garante: “Este espetáculo não é sobre lamentar a perda do lugar do palhaço na sociedade. Não é um apelo por reconhecimento ou uma reflexão trágica sobre uma imagem ultrapassada. Não: este espetáculo é sobre riso. É sobre transformação. É sobre de onde viemos, como a sociedade evolui e como algumas emoções permanecem universais. É sobre abraçar a alegria da falta de vergonha. Algo que todos nós secretamente desejamos”, finaliza.

Serviço: De 13 a 30 de agosto | Quinta à sábado às 20h e domingo às 19h / Local: Teatro Municipal Ipanema Rubens Corrêa – R. Prudente de Morais, 824. Telefone: 2523-9794 / Ingressos pela Sympla https://bileto.sympla.com.br/event/124367

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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