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Projeto Maravilha apresenta escultura de Carlos Vergara, em nova fase

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No dia 13 de setembro de 2026, o Projeto Maravilha inicia uma nova etapa com a instalação de Parênteses, escultura de Carlos Vergara, no Aterro do Flamengo. Criada originalmente para a primeira edição do projeto, em 2024, e apresentada no Bosque das Artes do Parque Bondinho Pão de Açúcar®, a obra passará a ocupar, durante um ano, uma área ao lado do restaurante Assador, em um dos pontos mais icônicos da orla carioca, de frente para o Pão de Açúcar. A chegada da obra ao local amplia o acesso do público a uma escultura monumental de um dos nomes centrais da arte brasileira contemporânea.

A instalação integra as celebrações pelos 60 anos do Aterro, completados em 2025, e marca a expansão do Projeto Maravilha para a paisagem urbana do Rio. Idealizado por Fabio Szwarcwald, com curadoria de Ulisses Carrilho, o programa foi criado para aproximar arte contemporânea, natureza, cidade e tecnologia, comissionando obras de grande formato de artistas com larga trajetória. Atualmente, o Bosque das Artes recebe Typus Terra Incognita, escultura de Anna Bella Geiger, apresentada na segunda edição do Maravilha. A convivência entre a obra de Geiger, no alto do Pão de Açúcar, e Parênteses, agora instalada no Parque do Flamengo, estabelece uma continuidade entre as duas edições do programa.

“Ao completar 60 anos, o Parque recebe uma obra de grandes dimensões de Carlos Vergara, que inaugurou o Projeto Maravilha. Parênteses passa a emoldurar a paisagem carioca, popularizando a linguagem de um artista que conhece muito bem a cidade que o acolheu”, observa Lucas Padilha, Secretário Municipal de Cultura do Rio. 

Idealizado por Lota Macedo Soares, com paisagismo de Roberto Burle Marx e arquitetura de Affonso Eduardo Reidy, o Aterro constitui uma das mais importantes paisagens modernas do país e um espaço decisivo da vida pública carioca. Entre a Baía de Guanabara, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Marina da Glória, o parque acolheu, ao longo de sua história, experiências fundamentais da arte brasileira, como o happening Apocalipopótese, proposto por Hélio Oiticica no final dos anos 1960, e os Domingos da Criação, do crítico Frederico Morais, em 1971. É nesse território de convivência, lazer, esporte, cultura e intensa circulação cotidiana de moradores e turistas, que Parênteses passa a se inserir.

A abertura será marcada por uma apresentação do Grêmio Recreativo Cacique de Ramos, com o qual Vergara mantém uma relação de décadas. Entre 1972 e 1976, o artista acompanhou o bloco e realizou a série fotográfica Carnaval, conjunto importante de sua trajetória, posteriormente apresentado na Bienal de Veneza de 1980. Naquele período, Vergara reconheceu no desfile “caciqueano” uma expressão estética original e política da cultura popular carioca. Desde então, tornou-se um incentivador das atividades da instituição, chegando a desenhar camisas para o bloco nos anos 2000. A presença do Cacique na inauguração materializa, no espaço público do Parque do Flamengo, a relação histórica entre a obra de Vergara e o carnaval.

Em sua nova localização, Parênteses propõe uma inversão de perspectiva. Concebida para o alto do Pão de Açúcar, onde enquadrava a paisagem a partir de uma área preservada de Mata Atlântica, a escultura passa agora a mirar o maciço desde o nível da cidade. Formada por grandes sinais de pontuação em aço corten, com cerca de três metros de altura, a obra convida o público a atravessá-la e a escolher o que deseja colocar entre parênteses: a Baía de Guanabara, o horizonte, o movimento do Aterro ou o próprio Pão de Açúcar.

“O Aterro é um lugar único no Rio: de lá, se olha para fora e também para dentro. Instalar uma escultura ali não é simples, assim como não deve ter sido simples para Burle Marx conceber o jardim extraordinário que transformou essa paisagem. Parênteses foi concebida originalmente para o Projeto Maravilha, mas encontra agora uma nova possibilidade de diálogo com a cidade. Há tantas coisas a ver do Aterro que me parece especial poder colocar entre parênteses uma paisagem como a do Pão de Açúcar”, diz Vergara. “Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil… No Aterro, Parênteses convida o público a enquadrar um deles”.

“No Pão de Açúcar, Parênteses convidava o público a enquadrar a paisagem a partir do alto. Agora, no Aterro, a obra ganha outra escala de relação com a cidade: ela permite olhar para o Pão de Açúcar desde baixo, tendo a Baía de Guanabara e o horizonte como campo de visão. A escultura nunca se impôs como um monumento; ela funciona como uma moldura, um dispositivo de enquadramento que convida cada pessoa a escolher o que deseja colocar entre parênteses”, observa o curador Ulisses Carrilho.

A instalação de Parênteses no Aterro do Flamengo integra o Projeto Maravilha – ícones na paisagem (Pronac 2414127), uma iniciativa da A-PONTE, realizada pela LPC Produções e viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura com patrocínio de China National Petroleum Corporation – CNPC Brasil, Cescon Barrieu Advogados e BMA Advogados.

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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