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“Mordida Exploratória” estreia no centro cultural Petrobras Futuros – Arte e Tecnologia

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Com direção e dramaturgia de Amora Tito, a cia mineira celebra 35 anos com estreia de sua 24ª peça, “Mordida Exploratória” reflete sobre a exploração desenfreada do planeta. 

A peça traz como personagens três sacolas plásticas que emergem no Oceano Atlântico após boiarem à deriva por mais de trezentos anos. Neste encontro, compartilham suas experiências como testemunhas da vida dos humanos em terra, seus hábitos e desejos. Ao invés de se decomporem, aprenderam com a existência, tornando-se uma espécie de voyeur da vida humana.

O cenário traz ao fundo uma parede gigante formada por sacolas plásticas (procedentes de doação), e sua interação com a luz e projeções cria diferentes texturas e ambientes, que vão desde o fundo do mar ao céu e organismos vivos que se movem. Há ainda em cena, além de uma mesa e três cadeiras, um número enorme de sacolas plásticas que, manuseadas pelos atores, mudam constantemente de lugar criando ambientes ora acolhedores, onde os personagens se aninham, ora opressores, quando são inteiramente cobertos por elas.

A dramaturgia do espetáculo é atravessada por questões macropolíticas e sociais e suas consequências para o ecossistema. “Nossa pesquisa passa pelo desmonte de gênero, político, urbano, ecológico, entre outros. Ao longo do processo, ampliamos nossa visão para incluir desmontes pessoais, ‘microdesmontes’ e a rotina de desconstruir-se e reconstruir-se para as tarefas cotidianas. Cada corpo buscou o seu desmonte, as mordidas que o exploram”, destaca Amora Tito, diretora.

“Ficamos encantados com sua (de Amora Tito) dramaturgia repleta de imagens e profundamente lírica. O processo de criação foi orgânico: enquanto o grupo explorava improvisações no tablado, Amora tecia o texto em tempo real, transformando gatilhos e ideias em dramaturgia. Desse diálogo, seu olhar precioso transbordou naturalmente para a direção e a encenação”, comenta Paula Manata.

“É um trabalho que nasce do ‘tablado’, da escrita feita no corpo e para o corpo, resultando em uma encenação plástica e repleta de camadas simbólicas”, define o grupo.

A experiência do Armatrux se renova através do diálogo com novas vozes da cena mineira e com artistas já parceiros de antigos trabalhos, como Richard Neves (Pato Fu), que assina a trilha sonora original, e o escultor e bonequeiro Eduardo Felix (Pigmalião Escultura que Mexe), responsável pelo cenário, objetos e bonecos. A equipe conta ainda com Agnes Antônia no figurino e caracterização, e com a preparação corporal de Patrícia Manata, gestora do C.A.S.A. (Centro de Arte Suspensa e Armatrux), e da bailarina Nadja Kai-Kai, responsável também pela coreografia da obra.

SERVIÇO: 03 de setembro até 14 de setembro / 5ª e 6ªf, às 19h; sab e dom às 16h e 19h / Local: Teatro Petrobras Futuros – Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo / ENTRADA FRANCA – retirada de ingressos gratuitos em www.sympla.com.br / CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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