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“Mario Cravo Neto: Sob o Sol da Bahia” estreia na CAIXA Cultural Rio de Janeiro 

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Intitulada “Mario Cravo Neto: Sob o Sol da Bahia”, a exposição apresenta fotografias, objetos, vídeos, desenhos e pinturas em aquarela do artista plástico Mario Cravo Neto. Desenvolvidas entre fins da década de 1960 e meados da década de 1970, tais obras retratam o cenário baiano desse mesmo período temporal e conseguem transportar os visitantes para uma Bahia cuja atmosfera provinciana já não se percebe mais na contemporaneidade. Realizada pela Via Press, a mostra tem entrada gratuita e permanece em cartaz até 10 de janeiro, com patrocínio da CAIXA e apoio institucional do Instituto Mario Cravo Neto. 

As mais de quarenta fotografias coloridas e em preto e branco remetem a pescadores, estivadores, plantações de tabaco e representações afrodescendentes em Salvador e em cidades do Recôncavo Baiano. Já as pinturas fazem alusão às ondas do mar, enquanto os filmes em 8 mm exploram as relações do corpo em três diferentes prismas: com a dança (em Gato Capoeira, de 1975), com o acidente de carro sofrido pelo próprio artista (em Lua e Sombra, de 1975) e com a vida em si própria (em Lua Diana, de 1972, dedicado ao nascimento da primeira filha do artista, Lua Diana Cravo). Os filmes terão projeção contínua, em um projeto expográfico que ainda mesclará as gravuras em aquarela e os objetos. 

Como atividades paralelas à exposição, a CAIXA Cultural Rio de Janeiro também oferecerá uma visita guiada com o curador Christian Cravo, aberta ao público, logo após a cerimônia de abertura, além de uma roda de conversa e uma oficina de fotografia, em datas a serem divulgadas. Também conduzida pelo curador, que é filho de Mario Cravo Neto, a roda de conversa abordará as técnicas desenvolvidas por Cravo Neto na fotografia, seu olhar e a multiplicidade do conjunto de sua obra. Dessa forma, será possível complementar a aproximação do público com o trabalho do artista. A exposição contará com recursos de acessibilidade para pessoas com deficiências, como audiodescrição e braille. 

O intuito da exposição é fazer um recorte transversal do importante período experimentalista que se inicia em 1967 e segue até 1975, ano em que Mario Cravo Neto sofreu o acidente quase fatal que o deixou imobilizado por cerca de um ano. A sua incapacidade de se movimentar durante a recuperação marcou a maior atenção que ele passou a dar para a fotografia e para a técnica de encenação em estúdio que ele criou com os retratos sobre fundo branco. O foco na câmera fotográfica, instrumento pouco aceito como expressão artística àquela época, foi fundamental para que ele alcançasse seu intuito de se deslocar da sombra artística do seu pai, o escultor Mario Cravo Junior. Foi com a sua produção fotográfica que ele ganhou projeção internacional. 

Para Christian Cravo, “o maior legado de Mario Cravo Neto foi o de um artista que acreditou profundamente em sua vocação e trajetória, mesmo em uma época em que linguagens hoje consolidadas, como o cinema e a fotografia, ainda não eram amplamente reconhecidas no campo das artes visuais”. E o curador adiciona: “além disso, sua produção é marcada por uma linguagem interdisciplinar: transitou com maestria pela pintura, escultura, land art, fotografia e cinema. Essa multiplicidade evidencia a potência e a originalidade de sua expressão artística”. Não por acaso, a exploração de atmosferas plurais tornou-se uma característica recorrente na obra de Mario Cravo Neto – fotógrafo, desenhista, escultor e cineasta. 

Artista rigoroso e sistemático, ele encontrou em temas como o povo baiano, o candomblé e a religiosidade o material do qual se nutriu para produzir seus trabalhos. Ao contemplar a exposição, o visitante conseguirá ter a fruição da Bahia de outrora e, em paralelo, do espírito criativo do artista, já que Mario Cravo Neto acreditava que todo ato de criação tinha um fundo místico e, por isso, depositava nele todo seu rigor laboral. O público terá acesso a um material inédito, reunido de forma cuidadosa. “Além disso, será uma oportunidade rara para que jovens artistas se aprofundem na fase embrionária e formativa de um dos maiores nomes da arte contemporânea brasileira, compreendendo melhor seus processos, escolhas e a força de sua linguagem”, afirma o curador Christian Cravo. 

Serviço: De 03 de outubro de 2026 a 10 de janeiro de 2027  / Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – R. do Passeio, 38 – Centro

Horários: De terça-Feira à sábado de 10h às 20h e domingo de 10h às 18h  Entrada: gratuita  Classificação indicativa: livre  Instagram: @exposicaomariocravoneto 

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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