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“TODOS OS AMORES MENOS AQUELE – um relato dramatizado” estreia no Teatro Glaucio Gill 

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Criada a partir de experiência pessoal da atriz e autora, “TODOS OS AMORES MENOS AQUELE – um relato dramatizado” joga luz sobre o abuso psicológico e sua eventual “invisibilidade” nas relações.

O espetáculo percorre as diferentes etapas de uma relação que, gradualmente, revela mecanismos de controle, ciúme, manipulação e desqualificação. A montagem convida o público a reconhecer sinais frequentemente minimizados e comportamentos, de certa forma, ainda tolerados pela sociedade.

A violência nas relações, mais frequente contra a mulher, mas possível em qualquer relação entre duas pessoas, ainda é uma enorme pedra no sapato da sociedade, reforçada pela ascensão da extrema direita, que exalta o patriarcado, reforça os preconceitos de gênero e tenta minimizar a gravidade do fenômeno. Tudo pode se tornar ainda mais difícil de combater quando “invisível” – nem toda violência cometida é visível a olho nu. Há o abuso psicológico, ainda mais passível de ser invisibilizado. É sobre este fenômeno coberto por uma espécie de névoa de que fala a peça “TODOS OS AMORES MENOS AQUELE – um relato dramatizado”.

Um comentário em momento estratégico, uma invalidação do sentimento alheio, tudo tem nome hoje: gaslithing, mansplaining e outros horrores “silenciosos” cometidos e camuflados de cuidado e proteção. O que começa sem ação física pode sim chegar às vias de fato e à fatalidade.

A atriz e autora Marciah Luna Cabral partiu de uma experiência pessoal para este texto de autoficção que joga uma lente de aumento sobre o tema. Mas sua visão traz junto também o otimismo e fala da capacidade de libertação e reinvenção.

A concepção prevê quatro personagens: MULHER e NARRADORA, vividas por Márciah Luna Cabral; NINA, uma espécie de subconsciente ou intuição, representado por um manequim; e o TECLADO, quarta presença – alma da peça e da MULHER. A atriz interage com estes elementos e com um suposto parceiro – namorado, marido – que o público não vê fisicamente.

“O conceito da peça foi construído numa viagem entre o consciente e o inconsciente de uma mulher enredada nas teias do comportamento de um homem narcisista. Assim, através do fluxo de dezenas de camisas socias masculinas em cena e de um grande círculo de luz, por exemplo, temos uma metáfora para o domínio e o encarceramento. Essa metáfora traz, também, a forte ambiguidade entre onipresença e ausência, não apenas do homem, mas da própria mulher, cuja identidade vai sendo diluída na trajetória desse encontro (nos silêncios, num ciclo perturbador, na paralisia). Aliás, também colocar o piano em cena, foi uma maneira de sustentar, com música, aquilo que a Mulher não diz.”, explica o diretor, Rogerio Fanju.

Aliás, Junto com a estreia da peça, será laçado o livro com a dramaturgia. O prefácio é da psicanalista clínica Patricia Serfaty, pesquisadora em Violências e Subjetividades, Pós-doutoranda, Doutora e Mestra pela UFRJ.

Serviço: dia 07 de outubro até 28 de outubro / Teatro Glaucio Gill – Praça Cardeal Arcoverde s/nº, Copacabana Ingressos em https://funarj.eleventickets.com/  CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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