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Só por uma Noite, uma comedia romântica, com proposta inusitada

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O que torna uma comédia romântica bem-sucedida? Sem dúvida, a escolha do elenco e a química entre os dois protagonistas é importante. Em Só por uma Noite, Callum Turner e Monica Barbaro formam um ótimo par para esse tipo de produção leve e divertida. A química e a sintonia dos atores funciona lindamente! E é claro, que tudo acontece na famosa cosmopolita Nova Iorque, cenário de grandes comedias românticas.

Longe de ser uma produção genérica do gênero, Só por uma Noite traz uma proposta inusitada para restringir a taxa de natalidade com tom conservador, através de um programa do governo americano. No longa o sexo pré-marital se restringe a um único dia do ano, pois é! Você aguentaria? Diante dos fatos, não há argumentos. A não ser viver esse dia como se fosse o ultimo da sua vida.

Diante da busca pelo desejo carnal absoluto, tudo pode acontecer. Inclusive a busca pela camisinha é levada ao extremo, de forma hilária e desastrosa. Assim Owen e Allie vão se esbarrando pelos bairros de Nova Iorque, diante das loucuras em busca de sexo.

Turner interpreta Owen, dono de uma pizzaria, cuja namorada, Malika (Maya Hawke) — com quem ele mora —, lhe dá a notícia de que não passará a noite de sexo pré-nupcial com ele; em vez disso, ela quer experimentar algo novo com outra pessoa. Isso o deixa arrasado, mas, com a bênção dela, ele sai em busca de uma aventura de uma noite perfeita para a ocasião. Uma candidata promissora é Allie, interpretada por Barbaro; nós a conhecemos em um estúdio de gravação, onde ela grava jingles cantando sobre psoríase e cremes vaginais. Quando parece que essa romântica incurável finalmente encontrou o homem ideal na figura do atraente Owen e se prepara para sair com ele, ele acaba vomitando o jantar de sushi todo em cima dela. Nada bom.

No final, o filme segue a fórmula do gênero de comédia romântica de maneira previsível. Um rapaz conhece a garota dos seus sonhos e nenhum dos dois percebe a conexão cósmica entre eles, mas uma série de tentativas desastrosas de sexo pode acabar aproximando-os.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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