Completando 10 anos ininterruptos em frente às câmeras, o jornalista Alexandre Henderson tem muito o que comemorar. Além de comandar um dos quadros mais queridos pelo público, o “Hoje é dia D”, no programa “Como Será?”, da rede Globo, apresentado por Sandra Annenberg, exibido nas manhãs de sábado, ele concorre como jornalista/apresentador ao prêmio “Comunique-se”, na categoria: Cultura Falada.

– Foi uma emoção muito grande quando eu soube que estou concorrendo. É o nosso Oscar do jornalismo brasileiro. Já ganhei outros prêmios, mas ser indicado para o “Comunique-se” é incrível. É a celebração desses anos todos de trabalho. E o ‘Como Será?’ é uma alegria na minha vida. O programa conquistou o público, as pessoas adoram me ver, curtem meu jeito de conduzir as matérias. E a palavra que resume esse momento especial é: gratidão!

Porém, para chegar a esse momento, foram anos de muito trabalho. Henderson, que também é ator, começou sua carreira em 1997, atuando no grupo de teatro comandado por Ernesto Piccolo.

– Minha primeira peça foi o musical “DNA Brasil”, que ficou em cartaz na Casa de Cultura Laura Alvim. O teatro trouxe a arte para a minha vida. Despertei potencialidades. E percebi que o palco poderia ser um canal de comunicação. Todo o aprendizado foi bacana para o meu trabalho, hoje, como apresentador. O teatro foi fundamental para entendimento de texto, de como posso usar as palavras, trabalhar as intenções, lidar com as emoções. A imersão que tive no período em que fiz teatro me trouxe mais autoconhecimento.

O teatro o levou para o cinema. Em 1998, participou de “Orfeu”, de Cacá Diegues. E assim foram surgindo outras empreitadas. Em 2000, atuou no espetáculo “Ai Ai Brasil”, dirigido por Sérgio Britto. E, em 2002, integrou o elenco de “Jornada de um poema”, espetáculo que fez turnê nacional sob o comando de Diogo Villela e estrelado por Glória Menezes.

– Era uma correria a minha vida. Teatro, testes de elenco, cursos e a Escola de Comunicação da UFRJ. Em 2005, concluí o curso de jornalismo.

E justamente em 2005, surgiu a chance de Henderson mostrar que o jornalismo corria nas suas veias. Foi aberto teste para a escolha do âncora do programa ‘Nota 10′, no Canal Futura. Muitos jornalistas e inclusive atores participaram do processo. E aí, veio o resultado. Bateram o martelo e Alexandre foi escolhido.

– Foram cinco edições. O ‘Nota dez’ fazia parte de um projeto que se chamava ‘A cor da cultura’. E foi um sucesso! O material audiovisual gerou uma coleção didática, que foi distribuída em todo o país, tornando-se um modelo para a educação, no que diz respeito à inclusão da cultura afro-brasileira na grade curricular nacional – orgulha-se o jornalista.

Após o sucesso do projeto no Canal Futura, veio o teste para ancorar o “Globo Ciência”, onde ficou até 2013.

– Foi uma delícia fazer o ‘Globo Ciência’. Foram anos de muito aprendizado onde eu tinha que transformar toda aquela linguagem científica em linguagem palatável. Foi um exercício muito bacana de comunicação. Fiz várias séries interessantíssimas. O programa era exibido, tanto no Canal Futura, quanto na Rede Globo. E foi uma vitrine para eu mostrar meu trabalho. Tenho enorme gratidão de ter apresentado um dos programas mais antigos de divulgação científica da televisão brasileira– completa.

Com o fim do “Globo Ciência”, Alexandre Henderson foi convidado para o que, hoje, é um orgulho na sua carreira, o “Como Será?”, que estreou em 2014.

– Vi o programa nascer e está sendo um momento incrível da minha vida. Eu faço o quadro ‘Hoje é dia D’, e, a cada semana, eu estou em um território diferente e com temas muito variados. Quando fui ao balé Bolshoi, por exemplo, entendi como é aquela estrutura, como é a seleção, qual é o perfil daqueles jovens e crianças que entram para o corpo de balé. E participei de uma das aulas vestido a caráter. Acertando e errando os passos sem medo de ser feliz! – cita Henderson.

Além de trazer as informações sobre diferentes locais e experiências, mergulhando no universo de cada assunto, o apresentador participa ativamente de todas as ações.

– Se é para dançar maxixe, caio dentro! Se é para participar de um treino duro com militares, não hesito em suar a camisa com os caras. Se é para mostrar meu lado intrépido num circo, sem nunca ter feito uma acrobacia, me jogo sem medo de ser feliz. Eu penso em três elementos que, considero fundamentais, quando conto uma história: primeiro a informação que tem que ser responsável, bem apurada. O segundo elemento é o bom humor, que está no DNA do brasileiro, apesar de todos os percalços pelos quais o nosso país atravessa. O terceiro elemento é a emoção. Acho incrível mostrar os bastidores, a relação afetiva que as pessoas têm com o que fazem na vida, com seus familiares e como mundo onde vivem. E quando o público se emociona comigo, a sensação é de um artilheiro que equilibra a bola no peito e faz gol – finaliza Alexandre Henderson.

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