“Agora, nós só estamos aqui  para a memória de nossos filhos” é com essa fala do filme que abro a crítica dessa obra-prima dirigida por Christopher Nolan, afinal estamos aqui para criar lembranças para o nosso futuro, seja ele qual for.

Para começar “Interstellar” deveria se chamar “Gravidade”, enquanto “Gravidade” deveria se chamar “Interstellar”, cientificamente (ai, você deve se perguntar, como ela sabe disso? e eu te respondo: vi o filme com um engenheiro do meu lado que me explicou essa parte técnica) e cinematograficamente falando. 

Em Gravidade, o filme não se aprofunda na questão, apenas mostra a Galáxia por inteiro, já em “Insterestellar” o elemento gravidade é essencial  para o desenvolvimento da obra, e você, espectador, só entenderá isso vendo o filme, afinal não darei spoilers aqui.

Através da trilha sonora angustiante, instigante e tenebrosa, Nolan nos transporta completamente à origem novamente. Sim, eu me refiro a recente obra dele “A Origem”, lembram?

Por um momento você chega até a pensar em um looping atemporal (o que inclusive existe em ambas obras), mas não, Nolan refaz “A Origem” numa obra original, por incrível que pareça. A estética dimensional se repete, a base do roteiro também, além do elemento surpresa, um momento essencial em ambas as obras. Se você reparar ambos os filmes tem elementos chaves e que se igualam como o relógio e o peão, ambos simbolizados pelo amor. Sim, o amor!

Em meio à tantas referências cinematográficas (Um Odisseia no espaço, Gravidade, A Origem) que utilizam da ciência para fazer cinema, é o amor que prevalece no final das contas.

O instinto de sobrevivência, a essência da vida é surpreendentemente destacada no filme. “Eu preciso existir”, aqui nessa frase do filme dita por Cooper, personagem de McConaughey,  vemos a importância de  ser a prova da sua própria prova.

“Interstelar” é espetacular! O filme, sem dúvida, terá algumas indicações ao Oscar de 2015. 

Boa sessão!

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