Única exibição audiovisual da programação cultural da Rio 2016 conta 120 anos de história da relação entre o cinema e o esporte internacional, brasileiro e olímpico no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro.

A partir do acervo da Federação Internacional de Cinema e Televisão Esportivos (FICTS), avalizada pelo Comitê Olímpico Nacional (COI), e de coleções brasileiras, os curadores J. C. Soares e J. J. Soares editaram 30 vídeos que compõem uma incursão por registros raros e inéditos de manifestações esportivas pelo mundo, de 1896 até hoje.

Os irmãos cineastas, que pesquisam há uma década a conexão do esporte com o cinema, também assinam as trilhas sonoras individualizadas. “[…] O esporte ofereceu ao cinema o que nenhum outro tema podia oferecer: a humanização da imagem. Assim, ao longo da história, diversos cineastas de várias partes do mundo lançaram o seu olhar sobre o esporte”, avaliam os curadores.

Em cada monitor (de 42”), tem como personagem principal uma modalidade esportiva. Às imagens inéditas foram acrescidas narrações sobre a história daquele esporte. Há ainda legendas ao lado de cada tela com mais informação e curiosidades. O filme mais antigo da exposição é um jogo de bocha em Lyon, França, de 1896, um dos primeiros realizados pelos irmãos Lumière, inventores do cinema.

Ainda dos irmãos Lumière, há o primeiro filme ficcional de esporte, uma comédia, com atores lutando boxe, de 1897, e outras raridades da memória do desporto, como esportes indígenas, a final do campeonato paulista de futebol de 1909 e os últimos dias do Derby Club, o templo do turfe, de 1925, onde hoje está o Maracanã.

A prosa poética esportiva de Armando Nogueira está presente com diversos trechos de seu livro “A Chama que não se Apaga” e com citações de pensadores e poetas como Jean-Jacques Rousseau, Walt Whitman, Jean Giraudoux e o romano Juvenal, autor de “Mens sana in corpore sano”, impressos nas paredes do espaço expositivo.

A linha do tempo que abarca, além de Olimpíadas, Copas do Mundo, Jogos Pan-Americanos e Jogos Olímpicos de Inverno é outra atração da mostra. O Brasil participa pela primeira vez de uma Olimpíada em 1920, na Antuérpia.

Sala Brasil: espaço exclusivo que reúne imagens preciosas, por exemplo, do tempo da Expedição Rondon à Amazônia, iniciada em 1910, destacando os esportes indígenas como a canoagem e o cabeçobol, um jogo de bola com a cabeça, praticado até hoje. O país ganha também uma linha do tempo própria. Em uma sala reservada estarão os registros mais recentes: as transmissões ao vivo de 16 canais da Sportv.

Paralimpíadas e o mundo: a exposição exibe ainda um longa metragem sobre as Paralimpíadas de Inverno de Sóchi, Rússia, de 2014, e uma seleção de filmes sobre esportes de 113 países em duas sessões diárias.

Serviço:
Exposição: “Memórias do Esporte”
Abertura: 27 de julho, às 19h
Visitação: até 25 de setembro, de terça-feira a domingo, das 12 às 19h – Grátis/Livre
Local: Centro Cultural Correios  (Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – Rio de Janeiro).

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