Simbólica talvez seja a palavra mais adequada para a obra “Piada Mortal” de Alan Moore e com os traços de Brian Bolland, as razões no entanto variam muito. Nos anos 80 os quadrinhos passaram por uma reformulação, deixando de ser leves para se tornarem algo mais pesado e o grande vanguardista do movimento foi o próprio Moore.

Na história em questão, que serviu de fonte para inúmeras outras histórias do Batman (incluindo a versão do Tim Burton de 1989), o Coringa escapa do Asilo Arkham e decide ir atrás do comissário Gordon. Seu plano é destruir sua sanidade e assim provar que qualquer um pode se tornar um monstro similar a ele.

A história da animação em si é praticamente uma cópia exata dos quadrinhos, repetindo até mesmo toda a carga dramática e filosófica do material original competentemente. O roteirista Brian Azarello tomou a liberdade de criar toda uma parte introdutória para a história, aonde o personagem da Batgirl é inserido visando aumentar o impacto das cenas posteriores.

Os traços dos personagens são problemáticos, as expressões faciais carecem de um capricho maior, a impressão passada é que a animação era mais um episódio de televisão do que um longa animado. O elenco de dublagem é fenomenal, Kevin Conroy é a voz definitiva do Batman e faz um contraponto brilhante ao Coringa do hipnotizante Mark Hammil.

Por fim, “A Piada Mortal” é uma animação que em si não traz nenhuma inovação. Possui traços ruins e um prólogo que funciona mas não marca, seu ponto forte encontra-se na parte original da história e na obra de arte que são as vozes dos personagens.

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