amanda-knox“Sou uma psicopata em pele de cordeiro. Ou sou você”, Amanda olha para a câmera pensativa e respira fundo, parece cansada, mas também aliviada por aquele pesadelo ter chegado ao fim. Pelo menos é assim que ela aparenta estar, pois mesmo após uma hora e meia do documentário, não há como sair com uma opinião formada sobre o caso de Amanda Knox.

E talvez seja por isso que o novo documentário da Netflix seja tão fascinante, não apenas pela história inusitada ou pela montagem, mas por constantemente tentar deixar uma única pergunta na mente do espectador: “E se fosse eu?”.

E essa pergunta não está longe do início que começa com Amanda dizendo: “Se sou culpada, significa que devem me temer. Mas, se eu for inocente, significa que todos estão vulneráveis”.

O documentário fala sobre as investigações do assassinato de uma jovem britânica, Mereditg Kercher. A garota que dá nome à produção era sua colega de quarto, e se tornou a grande suspeita do caso, que levou anos de julgamentos nos tribunais e também nas televisões.

Se já não basta a história brutal, mas fascinante, a montagem prende o público do início ao fim com seu “diálogo olho no olho” com a suspeita Amanda. Repleto de pausas dramáticas, encaradas, olhos vermelhos, tudo para aumentar a dramaticidade.

Mas para os que acham que possa ser tendencioso, como disseram algumas críticas da minissérie Making a Murderer, desta vez a Netflix se preocupa em apenas relatar os fatos, mostrar os dois lados da forma mais cirúrgica e limpa possível.

Em apenas noventa minutos, o streaming mostra o motivo de ser tão famoso. Repleto de qualidades narrativas e técnicas, apenas se pode esperar que mais histórias importantes como a de Amanda possam ter oportunidade de serem contadas para o mundo.

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