Após a homenagem que Jorge Aragão recebeu com o seu álbum “Sambabook” o cantor sai em turnê pelo Brasil em show comemorativo, com os maiores sucessos da sua carreira.

Jorge Aragão, há 40 anos, de calça boca de sino, juba black, magrinho, tocando guitarra. Imaginou a cena? Pois é, aconteceu: antes de ‘Malandro’ estourar na voz de Elza Soares, o sambista era músico de baile e dividia seu tempo entre o cavaquinho, o violão e a guitarra. Tinha fama de bom guitarrista, inclusive — e segundo testemunhas, tirava todos os solos de Jimi Hendrix. “Eu adorava Wes Montgomery (guitarrista americano de jazz). Na época, o Jotabê (parceiro em ‘Malandro’) fazia baile comigo e me passava a melodia na Kombi que nos levava para as festas, cantando ‘lá lá lá’. Eu tirava tudo na hora”, conta Jorge. Naquele tempo, bem antes de entrar para o Fundo de Quintal (ao qual pertenceu na década de 80) e sem nem sonhar em se tornar cantor solo de sucesso, usava uma roupa toda verde. “Eu era tão magro que parecia um louva-a-deus”, brinca. Hoje Jorge nem tem guitarra em casa e prefere usar violão elétrico, mas diz que as lições desse período ficaram até hoje. “Eu já gravei as ‘Bachianas’ de Heitor Villa-Lobos, gravei em português ‘Can’t Take My Eyes Off You’ (sucesso do grupo americano Frankie Valli & The Four Seasons, que com Jorge virou ‘O Céu Nas Mãos’)… Nem é para provocar os defensores das raízes do samba, mas é para mostrar uma outra face minha”.

Como compositor, o “poeta do samba” explodiu faz tempo nas vozes dos maiores intérpretes da mpb e é gravado por nove entre dez estrelas; principalmente do samba. Primeiro foi Elza Soares com um hit que atravessou décadas: “Malandro”. Depois vieram Beth Carvalho, Alcione, Leci Brandão, Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Dona Ivone Lara, Negritude Jr., Exalta Samba, Art Popular, Elba Ramalho e Jair Rodrigues, dentre muitos e muitos outros. Nas vozes de Elba e Jair, por exemplo, o compositor extrapolou fronteiras interplanetárias e teve um dos seus maiores êxitos “acordando” o robô da Nasa em Marte : a música “Coisinha do Pai” – canção que Jorge fez quando do nascimento de uma de suas filhas – em parceria com Luiz Carlos e Almir Guineto e um dos grandes hits da carreira de Beth Carvalho.

No show comemorativo no Vivo Rio os hits que não podem faltar no repertório: “Malandro”, “Coisinha do pai”, “Vou festejar”, “Enredo do meu samba”, “Eu e você sempre”, “Coisa de Pele” e muito mais.

Serviço:
Show Jorge Aragão
Dia: 29 de Outubro de 2016
Horário de início do show: 22h
Abertura: 2 horas antes do início do espetáculo
Local: Vivo Rio (Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo)
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 2000 pessoas

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