animais-fantasticos Seis anos após o fim das aventuras de Harry Potter nos cinemas, o mundo mágico criado pela autora J.K. Rowling, retorna as telas com a adaptação do livro Animais Fantásticos e Onde Habitam, na busca de agradar os antigos fãs e encantar uma nova geração.

O filme que se passa 70 anos antes de Harry Potter acompanha as histórias do escritor e pesquisador de criaturas mágicas Newt Scamander (Eddie Redmayne), que viaja até Nova York em uma missão envolvendo um de seus animais. Mas após chegar ao país, Scamander acaba perdendo sua mala e liberando algumas dessas criaturas na cidade, causando um tumulto no Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (MACUSA) , além da possibilidade de uma exposição do mundo mágico para os trouxas.

Na direção temos David Yates, veterano que retorna pela quinta vez à franquia Harry Potter. Seguro no comando da história, ele segue apresentando uma visão mais adulta e sombria, tal como os últimos filmes da saga. Assim dando a sensação de que o filme realmente acompanha o crescimento dos fãs, que agora são em sua grande parte adultos. Mas isso não faz o filme fugir dos elementos cômicos e fantásticos muito bem colocados por J.K. Rowling que é a responsável pelo roteiro do filme, equilibrando assim as piadas bem pontuadas com fortes cenas dramáticas. Outro elemento interessante do roteiro é a apresentação da visão antiga do mundo da magia e das diferenças entre a “escola britânica” conhecida pelos fãs e a “escola americana” apresentada nesse filme. Sem deixar de pincelar suaves ligações para os filmes da série original e apontar interessantes caminhos para as sequencias já anunciadas.

Elementos que merecem destaque na construção do filme ficam por conta do departamento de direção de arte e efeitos visuais. A criação do visual e execução dos efeitos das criaturas é de encher os olhos, possibilitando que cada um apresente sua própria identidade. Com o destaque ficando, sem dúvida, para o divertido Pelúcio que rouba todas as cenas em que aparece. O filme sente um pouco a falta da icônica música de John Williams especialmente na abertura, mas a envolvente trilha de James Newton Howard guia bem o espectador nessa jornada.

Não posso deixar de comentar também sobre o elenco do filme, especialmente sobre o novo grupo de protagonistas que precisavam suprir as faltas de Harry, Rony e Hermione. Encabeçados por Eddie Redmayne, que apresenta uma falta de naturalidade em sua interpretação, com muitos maneirismos para a representação de uma pessoa tímida e que lida melhor com seus animais do que com os humanos, um exemplo disso é a primeira cena em que visitamos a mala de Newt, onde Redmayne fica mais a vontade. Mas essa talvez “falta” de empatia pelo herói é suprida pelo carismático personagem Jacob Kawolski, vivido por Dan Fogler (em uma ótima atuação) e por sua relação com a personagem Tina Goldstein (Katherine Waterston).

Assim Animais Fantásticos e Onde Habitam, consegue marcar de forma muito positiva o retorno da franquia Harry Potter ao cinema, colocando as viagens de Newt em busca dos animais fantásticos servem mais como pano de fundo para as mudanças da época referente ao mundo mágico e ao mundo trouxa. Abrindo assim um interessante leque de possibilidades a serem exploradas, fortalecendo e expandindo a história original.

2 Comentários

  1. Excelente texto!

    É lindo de ver o universo de volta, e mais próximo do mundo dos trouxas do que em outros episódios. Gostoso de ver os dois universos conversando e coexistindo. Uma cena que me encheu os olhos é quando eles estão no prédio do congresso, e os personagens vão passeando e no pano de fundo várias atividades cotidianas vão sendo executadas, engraxates para varinhas, elfos ascensoristas, correspondência que têm vida própria, entre tantas outras. Assim como a cena da comida no apartamento da apartamento das irmãs. As soluções mágicas para a vida cotidiana, são fascinantes. Esse filme não tem relação direta com os outros e funciona lindamente como uma coisa inteiramente separada, o que é até surpreendente e uma grande demonstração da força da serie.
    Também tenho problemas com Redmayne. Mas, honestamente, pensando bem, depois, fiquei achando que ele está melhor aqui e mais à vontade do que nos outros filmes em que acho suas atuações vazias. Acho que ele estava mais livre, por não ter que mimetizar ninguém, e no fim me convenceu, mas ainda tem algo que me incomoda.

    ieeeeei…ótima estréia!

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