Clássica leva versão restaurada da obra-prima de Michelangelo Antonioni às telonas em 8 de dezembro

Baseado em um conto do escritor argentino Julio Cortázar, a história de Blow-Up gira em torno do envolvimento acidental de Thomas, um fotógrafo de moda na Swinging London, em um caso de assassinato.

Após fotografar um casal que se encontrava em um parque, Thomas é procurado pela mulher, que exigia os negativos das fotos. Instigado pela insistência da mulher, o fotógrafo amplia as imagens e as examina, descobrindo o que acredita ser um indício de um crime, capturado ao acaso por sua lente. Dessa forma, o fotógrafo acaba se envolvendo em um enigma que tenta solucionar por meio de suas fotografias.

Primeiro filme de Antonioni falado inteiramente em inglês, Blow-up foi de extrema importância no contexto da contracultura. Relevante não só por exibir a agitação cultural na qual Londres estava imersa na década de 1960, com participações de alguns de seus ícones, como a modelo Verushka e os Yardbirds, o filme ganhou notoriedade – e controvérsia – também pela quebra de alguns paradigmas do cinema da época, rompendo com o Código Hays ao exibir cenas de nudez frontal, algo até então inédito no cinema britânico voltado ao grande público.

O filme foi o grande vencedor do Festival de Cannes 1967, além de diversas outras mostras internacionais, e é considerado um dos mais relevantes da carreira de Michelangelo Antonioni. Em 8 de dezembro, o Clássica traz a versão restaurada desta obra-prima aos cinemas brasileiros.

No primeiro ciclo do Clássica (2015/2016) foram exibidas cópias restauradas de longas do sueco Ingmar Bergman – “O Sétimo Selo” (1957) e “Morangos Silvestres” (1957) -, do italiano “Federico Fellini”, duas de suas obras-primas: “A Doce Vida” (1960) e “8½” (1963), de Pier Paolo Pasolini, ‘Mamma Roma” (1962); e do diretor alemão Werner Herzog, “Nosferatu – O Vampiro da Noite” (1979) e “Fitzcarraldo (1982)”. Nesta segunda fase (2016/2017), “Estranhos no Paraíso” (1984), de Jim Jarmusch foi o primeiro longa a ser exibido e ainda serão lançados “O Homem que Caiu na Terra” (1976), de Nicolas Roeg e Hiroshima Meu Amor (1959), de Alain Resnais.

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