E se agora, neste exato momento, acontecesse um tremor de terra? Tudo tremesse, mudasse de lugar, se tornasse um caos? O que aconteceria? Como reagiríamos? O que há pra debaixo da terra que nós não sabemos? E o que há e sabemos, mas não queremos enxergar?

E de repente uma ossada de baleia emergiu na cidade é sobre subterrâneos. É uma digressão, um delírio, sobre a cidade e sobre as sombras dela. Uma peça-provocação, escrita pela polifonia, já que escrita por dez mãos ágeis e atentas, mas que dão eco a muitas outras vozes. E, assim como a vida, não é linear, com início meio e fim, como tanto desejam imputar à ela – e ao teatro, como se ele devesse ser a consequência natural dela.

Tendo como ponto de partida uma metrópole onde pessoas precisam se manter acordadas e aumentar a produtividade a qualquer preço, o espetáculo promove questionamentos sobre a vida contemporânea.

O espetáculo é fruto da segunda turma do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural, cujo objetivo é lançar novos autores para a cena teatral do Rio de Janeiro. O texto vencedor foi escrito de forma coletiva pelos alunos Andressa Hazboun, Gabriel Barros, Gabriela Giffoni, Pablo Kaschner e Pedro Leal David. Lançado em 2014, essa é a segunda peça apresentada pelo Núcleo. Em 2015, o vencedor foi Rafael Cal com o texto “Vende-se uma geladeira azul”.

Serviço:
Teatro E de repente uma ossada de baleia emergiu na cidade
Data: de 06 a 08/12
Local: Teatro SESI Centro (Av. Graça Aranha, nº 1)
Horário 19h30
Entrada gratuita
Classificação: 16 anos
Duração: 100 minutos
Capacidade: 350 lugares

Foto: Robson Maestrelli

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