Falar de Deus sempre foi muito interessante, alem de suscitar temas e questionamentos que muitas vezes vão alem de nosso entendimento, muitas pessoas possuem diferentes formas de entendê-lo, alguns acham que ele tem o poder de cuidar de tudo que esta vivo no planeta, alguns creem como uma forma de energia, uma sensação, uma presença única que o levara sempre adiante de mãos dadas na jornada da vida. E é claro, não podemos esquecer-nos daqueles que nem sequer acreditam em sua existência. Enfim, falar de Deus sempre provoca múltiplas questões, porem é impossível ignora-las.

Esses questionamentos, esses pontos de reflexões, essa semente que deixou o leitor se perguntar e se permitir, acreditar ou não, ao abordar uma ‘’intervenção’’ de Deus na vida de uma pessoa de uma forma vamos dizer assim ‘’diferente’’, foi a válvula motriz para o estrondoso sucesso do livro A Cabana, um best-seller com milhões de copias vendidas. Mas, que infelizmente não conseguiu levar toda essa metáfora para a tela grande.

A começar pela escolha do protagonista, San Worthington já mostrou não ser um bom ator não é de hoje, e aqui ele mostra toda sua incapacidade em transmitir um sentimento, e é obvio que o arco de atuação deste personagem exige elevar os sentimentos e a emoção em outro patamar, coisa que não acontece. O espectador nunca compra sua causa e ele não passa credibilidade para a trama, dessa forma não conseguindo, em nenhum momento nos conectar a historia. Outro ponto negativo, fica por conta do “excelentíssimo’’ diretor Stuart Hazeldine, que conduz o filme em uma narrativa desequilibrada, atolada de clichês onde é nítido em seu 2º ato sua falta de estrutura de roteiro, explicando exatamente o que o publico esta vendo. Esqueceram de avisar que não estamos lendo o livro, e quando o roteiro faz questão de explicar tudo, é uma falha grave. Acrescente também, uma trilha que sirva para manipular o publico sem função narrativa e fechando o pacote, com uma fotografia que no inicio é interessante, porém ao longo da trama fica cafona e brega.

Se tiver algo interessante a destacar, é como a santíssima trindade é apresentada, mas apenas na sua pluralidade racial. Como Deus, Octavia Spencer sempre segura no papel e tenta levar a trama sozinha, mas com um roteiro mal escrito e diálogos ruins, fica difícil ate pra ela. O mesmo não se pode falar de Avraham Aviv Alush, que interpreta a versão do filho de Deus, contendo as cenas mais constrangedoras do filme ao lado de San Worthington, e Sarayu, como Espírito Santo, interpretada por Sumire Matsubara que parece ter tomado 10 litros de chá de cogumelo, um horror! Isso sem falarmos da vergonhosa participação da boa atriz brasileira Alice Braga, totalmente perdida e com diálogos lamentáveis.

A Cabana pode parecer cool e simpático, levantando questões interessantes, mas que são super mal conduzidas e executadas.

No fim, Deus, independente se você acredita ou não, merecia um respeito melhor!

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