A Universal Pictures entrou para o mundo de universos compartilhados, coisa muito comum nos filmes de hoje, e que de certa forma tem dado lucro para os estúdios. Sua ideia na verdade foi muito acertada, dado que o estúdio já trabalhou com todos os personagens deste universo, estamos falando dos clássicos filmes de monstros, época muito importante para a Universal nas décadas de 30 a 50, onde filmes como o próprio a Múmia, A Noiva de Frankenstein, Drácula, O Homem Invisível, O Lobisomem foram fundamentais para o surgimento de atores como Boris Karloff e Bela Lugosi. Agora a pergunta que fica de partida, a nova versão de A Múmia, filme que dá o pontapé inicial ao chamado “Dark Universe’’ vale a pena, é bom? Se a Universal pretende com esse filme, estabelecer seu universo de monstros saiba que terá muito, mais muito problema.

Bom, vamos entender como isso se inicia. Na Mesopotâmia, séculos atrás, Ahmanet (Sofia Boutella) tem seus planos interrompidos justamente quando está prestes a invocar Set, o deus da morte, de forma que juntos possam governar o mundo. Mumificada, ela é aprisionada dentro de uma tumba. Nos dias atuais, o local é descoberto por acidente por Nick Morton (Tom Cruise) e Chris Vail (Jake Johnson), saqueadores de artefatos antigos que estavam na região em busca de raridades. Ao lado da pesquisadora Jenny Halsey (Annabelle Wallis), eles investigam a tumba recém-descoberta e, acidentalmente, despertam Ahmanet. Ela logo elege Nick como seu escolhido e, a partir de então, busca a adaga de Set para que possa invocá-lo no corpo do saqueador.

O grande problema gritante de A Múmia é nunca se definir em que gênero ele quer se estabelecer, ele tenta ser um pouco de terror, mas não consegue, tenta ser comédia, isso mesmo comédia ( também não consegue ), tanta ser um filme de ação ( não consegue por conta de sua péssima edição e de seu ritmo desbalanceado ) seu diretor Alex Kurtzman que ate 2ª ordem esta encarregado de levar todo esse universo para as telas, fracassa em todas as tentativas de estabelecer um gênero para o filme.

Na verdade A Múmia é um filme bobo que não decola em nenhum momento, toda concepção fílmica do longa esbarra no tom errado empregado na hora errada, nem a presença do astro Tom Cruise que está propositalmente, porém equivocadamente canastrão consegue dar sentido ao filme. O corpo de atores completados pela linda Annabelle Wallis, Sofia Boutella que vamos combinar tem uma cara de “cracuda’’ e pelo vencedor do Oscar Russel Crowe, que interpreta o Dr. Jekyll, até que tentam, mas seu roteiro confuso e muito forçado deixam as atuações extremante caricatas.

Os pontos positivos ficam por conta do CGI, extremante bem feito e pela boa trilha sonora.
No fim das contas A Múmia se revela um esquecível filme pipoca, que peca muito em não saber como ligar um filme ao outro, parece que ele foi feito pra ser isolado e após foi inserido no contexto do universo. E definitivamente, se esse for o modelo adotado pelo estúdio, em revisitar seu clássico universo de monstros, temo muito que não cheque ao seu final.

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