Por Tarsso Freire Sá:

Um homem e uma mulher se conhecem em uma festa. Eles se combinam perfeitamente, A partir daí nasce um relacionamento, porém, a relação não dura. Essa é a história de Virgílio e Clara.

Mateus Solano interpreta Virgílio, um publicitário da cidade de São Paulo obcecado por controle (literalmente, obcecado). Virgílio, praticamente abomina, mudanças, o que se reflete totalmente em sua casa. Toca discos, televisão de tubo, seu celular modelo “tijolão”, e até uma secretária eletrônica. Após chegar do trabalho ele abre suas mensagens na secretaria. Só há uma. Um recado de Clara dizendo que estava terminando o namoro deles. Tanto o público quanto Virgílio ficam com a mesma pergunta: Quem é Clara?

Ele, por sua vez, não lembra absolutamente nada dela, enquanto os seus amigos e conhecidos tem total noção da relação que teve com essa mulher e o termino dela. Virgílio, então,  decide ir atrás dela. Essa decisão que leva a trama pra frente e coloca Virgílio em situações realmente engraçadas.

Mateus Solano está muito bem em cena! O ator acerta no timing da comédia sem ficar saturado.  Bianca Comparato também agrada em cena, trazendo justamente o oposto de Virgílio. Enquanto ele é organizado e metódico, ela é extrovertida, incontrolável e hilária no sentido aposto dele. Com bastante naturalidade e equilibro os dois formam uma ótima dupla em cena.

Outro destaque é a fotografia do filme. O diretor, Rodrigo Bernardo, consegue muitas vezes fazer com que esqueçamos que o filme se passa em São Paulo, e cria a ilusão de ser em algum lugar da França. O ar romântico parisiense fica flutuando pelas cenas.As famosas tomadas  aéreas são bastante usadas, determinando o movimento trama. Sempre que Virgílio vai procurar uma pista de Clara, há um plano aéreo do local.

Mas nem tudo são flores! O  roteiro é fraco,  além de repetir a velha formula dos clichês dos filmes de romance. No caso deste filme só existiam duas opções aparentes, e uma foi escolhida. Nenhuma das delas seriam erradas ou ruins, apenas esperadas. Talvez Uma História de Amor se mantém na zona de conforto do gênero. Outro incômodo que alguns expectadores podem ter é quanto a obsessão de Virgílio. Fica subentendido que ele possui um egocentrismo, até discreto, mas sempre presente, as vezes irritante. Provavelmente, é um efeito causado pela mania por controle.

Independentemente de ser clichê ou não, o filme vale pela comédia ( que não apelativa, mais um ponto a favor!) e nem boba. É uma ótima obra para os Dia dos Namorados. Consegue aquecer alguns corações e dar alguns momentos de risos.

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