Por Tarsso Freire Sá

Após serem expulsos de sua aldeia, a família de Thomasin busca uma nova terra para formar uma fazenda. Eles encontram local na borda de uma floresta. Mas coisas estranhas começam a acontecer, e o bebê da família desaparece. Para os protestantes ferrenhos, só pode ser a ação de uma bruxa serva de Satã, e caí sobre Thomasin, a mais velha da família, todas as suspeitas.

Intitulado como The Witch – A New England Folkstale, ou no Brasil apenas como A Bruxa, mistura referências históricas e até literárias para formar um incrível obra de horror. A trama se passa no sec. XVII em algum lugar da Nova Inglaterra, só este fato já diz algo sobre o filme. Durante este período em Massachusetts que ocorreu o caso das Bruxas de Salem. Também existe um relação com o livro “O Martelo das Feiticeiras”, escrito no sec. XV como uma manual de caça as bruxas.

O diretor do longa, Robert Eggers, abandona os recursos comuns de um filme de terror, como o uso de Jump Scares, e prefere jogar o público no mesmo lugar da família, o do desconhecido. Quem é a bruxa, se aquilo tudo está acontecendo mesmo, e o que vai ser da família. Lentamente, os pontos de horror vão se ligando em um crescendo diabólico de arregalar os olhos, principalmente acerca do bode negro da família, Black Philip. O uso da fotografia serve apenas para aumentar a tensão das cenas, causando uma sensação claustrofóbica até mesmo no campo aberto, e quando cai a noite, se não houver um ponto de luz, tudo é escuridão em volta. O filme ganhou inclusive dois prêmios Independent Spirit, considerado o “Oscar Indie”.

A atuação do elenco merece elogios em cenas com teor teatral de terror fantástico. A Bruxa se mostra que é possível fazer um terror de qualidade de forma original que foge das mesmice, com um ótimo embasamento histórico.

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