Advogado, sociólogo, cientista político e membro da Academia Brasileira de Letras, Hélio Jaguaribe ganha homenagem em forma de documentário. O longa começa didático, explicando por narração conceitos filosóficos da figura homenageada. Seu início é totalmente monótono, só pra exemplificar as crenças de Jaguaribe em nada, ele tem para si uma filosofia extremamente niilista, em que a vida não possui sentido ou significado no Cosmos. Mas isso logo termina e informações mais interessante surgem na pauta, principalmente sobre política e desenvolvimento.

Hélio Jaguaribe nasceu em abril de 1925 ainda na época em que o Rio de Janeiro era a capital federal. Se formou em direito na PUC-RJ, alcançando posteriormente o grau de doutor na mesma, e em outra faculdade brasileiras e estrangeiras. O ponto realmente interessante do documentário é a passagem de Hélio pelos governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, João Goulart e a Ditadura Militar. É demonstrado também o grande nacionalismo que Jaguaribe possuía, não no sentindo xenofobia, mas no sentido de desejo de um Brasil grande e aberto ao mundo. Além de comentários do próprio, também se faz presença da atriz Fernanda Montenegro, e de grandes nomes intelectuais nacionais, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o colega da Academia, Celso Lafer, entre outros também.

A estética da obra é muito singular, com uma grande colagem de imagens, como se na verdade fosse um grande álbum de fotos. A direção se de Izabel Jaguaribe tem um teor bem interno, quase íntimo, um sentido de lembrança da grande pessoa que Hélio foi. Embora, possa ser confuso, em muitos momentos, muita pessoas falando de maneira muito erudita, a obra cumpre seu papel de eternizar a memória de um intelectual brasileira reconhecida mundialmente.

 

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