Ela já foi a Clarice em “Êta mundo bom!”, esteve também em “Alto astral” e “Guerra dos Sexos”e agora é a professora de matemática Brigitte, da Escola Sapiência, em “Malhação: Vidas Brasileiras”. Mas Marianna é muito mais que isso! Co-criadora e atriz na série “Olívias na TV”, do Multishow; no programa de humor “É Tudo Improviso”, na Band, e na série “Vida de Estagiário”, da Warner,  esteve em temporada com a peça Mulheres Ácidas pelo Brasil e atuou nos filmes Tapete Vermelho e As 12 estrelas, com direção de Luiz Alberto Pereira, e  Walter Salles. Ela não é pouca coisa, não, é muita com direito ao seu humor e simpatia avassaladora!

Você é totalmente versátil. Já fez peça em teatro, participou de espetáculo de humor, novelas, canal do YouTube, filmes, séries. Me conta um pouco mais sobre esse caminho.
Marianna Armellini – Não me considero versátil, porque é essa a vida do ator! São poucos os profissionais que trabalham em um único meio durante a carreira. A escolha do meu caminho foi: quero viver do meu trabalho, quero crescer como artista e pessoa, quero melhorar, ter cada vez mais conhecimento e vivência. Não me interessa só fazer uma coisa — não que isso seja errado, cada um tem um caminho. Mas essa “versatilidade” é o que me encanta nessa profissão. Contar histórias diferentes, de maneiras diferentes, com pessoas diferentes a cada trabalho. Tive muita sorte, mas muita dedicação também. Graças a isso estou muito feliz com a minha trajetória, mas quero sempre mais!

Existe algum veículo que você prefira estar?
Marianna Armellini – Exatamente por gostar das mudanças que a profissão permite — e propõe-eu não tenho um preferido. Cada veículo me instiga e me acrescenta de uma maneira diferente. Mas se fosse pra escolher um único pra vida toda, com certeza seria o teatro. Não há nada como essa troca direta com o público, a adrenalina do estar ao vivo, trocando com uma plateia. Para mim, é como uma oração, como estar em contato com o divino. É lindo é apavorante, como viver é.

Depois de uma temporada em cartaz, o canal do YouTube, Mulheres Ácidas, pode voltar?
Marianna Armellini – Por enquanto, não pretendemos fazer mais vídeos pra esse canal. Vou dizer porquê: depois de velhas fomos entender o trabalho que dá ter um canal! Alimentá-lo regularmente, produzir com qualidade, divulgar…é muita coisa! Como as nossas carreiras – minha e da Cris Wersom – foram caminhando paralelamente ao canal, vimos que não dava tempo de investir mais nele. Pelo menos por enquanto. Eu acho a internet uma mídia incrível, poderosa, democrática. Mas por enquanto ela me parece mais atrativa para testar novas experiências do que viver dela. Agora a peça, sim! Nossa ideia é viajar bastante com esse espetáculo ainda. Mas fazer teatro está cada vez mais complicado, por conta do investimento mesmo. Mas sempre que é possível, a gente faz a peça, seja carregando cenário no carro e tendo prejuízo, seja com condições mais legais.

Como está sendo sua experiência em Malhação? Já que mesmo com
atores consagrados, é considerada uma escola dentro da TV.
Marianna Armellini –  Está sendo incrível. Primeiro, por poder falar com um público novo pra mim, que são os adolescentes. Abordar temas tão necessários e espinhosos está sendo muito importante. O retorno nas ruas e nas redes sociais, especialmente dos pais — que encontram na novela uma maneira de conhecer o universo dos filhos — tem sido muito grande e positivo. Segundo, por trabalhar com ídolos — como Camila Morgado, Bukassa Kabenguelê, Felipe Rocha — e com esses jovens atores, que chegam cheios de gás, de sonhos, de novas informações. É maravilhoso unir essas gerações e todo mundo sai ganhando com essa troca.

Você já fez trabalhos em TV aberta e canais fechados. Qual a diferença em trabalhar nessas duas formas de TV?
Marianna Armellini – Basicamente, as condições financeiras do trabalho! Rs. A TV fechada obviamente tem um poder de investimento menor, então durante o “Olívias na TV” (Multishow) a minha participação em outra áreas de produção foi muito grande. A gente ajudava no figurino, na maquiagem, pensava nos episódios, nas locações, na edição, em tudo. Era uma delícia, pois, era tudo muito nosso, mas muito cansativo. Fiz outros trabalhos na TV fechada que não eram assim, obviamente, mas são equipes menores do que as da TV aberta. O know – how da TV aberta é uma loucura, tudo é muito mais rápido, maior, e o envolvimento do ator acaba com toda a produção acaba ficando menor.

Você está no novo filme do Murilo Benício, Pérola, que iniciaram as filmagens agora. Como está sendo conciliar as gravações do filme, com as de Malhação?
Marianna Armellini – As filmagens do filme já acabaram, mas foi uma maratona conseguir conciliar tudo. Tive muita ajuda de ambas as produções, que entenderam minha situação e ajustaram meus horários para que fosse possível estar nos dois trabalhos. Foi corrido, mas foi maravilhoso! Eram dois mundos totalmente diferentes e eu estava às vezes nos dois em um único dia.

Poderia contar um pouquinho sobre o seu papel no filme?
Marianna Armellini – O filme é uma releitura do espetáculo “Pérola”, sucesso do dramaturgo Mauro Rasi, nos anos 90. É a história da relação do Mauro com sua mãe, Pérola, uma figura muito peculiar. Faço uma das tias dele – que ganharam uma história delas no teatro também, numa peça chamada “As tias”, do mesmo autor. Foi uma experiência linda fazer esse filme, trocar com grandes atores e ídolos, como a Drica Moraes, a Claudia Missura, a Lavínia Panunzio e o Rodolfo Vaz. E claro, com o Murilo, que eu não conhecia pessoalmente e passei a admirar mais ainda depois de conhecê-lo como diretor.

Quais são seus próximos objetivos profissionais? Além do filme, tem mais algum projeto novo? Ou um papel que você tenha muita vontade de fazer?
Marianna Armellini – Tenho o projeto de um novo espetáculo, que está na fase de captação de recursos. Existem convites para projetos incipientes para a TV, e tenho muita vontade de passar um tempo fora do país, estudando ou até trabalhando. Também tenho vontade de fazer papéis dramáticos, pois, acabei me tornando uma atriz mais cômica – pra isso eu tenho ideias para o teatro, e também para a ‘internet’, que é uma mídia para a qual é mais fácil produzir de maneira independente.

Fotos: Wagner Carvalho

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