Acompanhando o estilo da franquia de Invocação do Mal, A Freira também possui um diferencial técnico e de narrativa em relação aos outros filmes do gênero. Mesmo quem não curte os filmes de horror, muitas vezes acaba atraído por ter uma história e personagens muito bem construídos e sólidos.

Cada personagem tem exatamente a sua função dentro da história e todos a execução com muita maestria. Vale um destaque para Taissa Farmiga, irmã de Vera Farmiga, protagonista da franquia Invocação do Mal, que a cada atuação lembra mais a irmã. Por se tratarem de papéis dentro de um mesmo universo e visto por alguns pontos até mesmo parecidos, fica ainda mais evidente essa semelhança.

Dentro do roteiro, muitas perguntas feitas pelos fãs, em relação ao demônio Valak, que se destaca em Invocação do Mal 2 , são respondidas, além do fato do personagem da freira, que fez tanta sucesso, ganhar uma história completa nos cinemas, adentrando este universo.

Com uma história, bem mesmo complexa do que os demais, é apresentado uma narrativa simples, porém bem construída e que em alguns momentos entrega um certo mistério e dúvida. É possível, que no ponto final do longa, a edição tenha prejudicado alguns detalhes da história, mas nada que estrague toda a narrativa.

Os sustos estão presentes, mas não possuem tanta profundidade. Até um certo ponto, temos um elemento que traz o senso de humor para a trama, aliviando em muitos momentos a tensão, que pode demorar para ser construída novamente. Já para o final ocorre uma conexão com Invocação do Mal, assim se aproximando do desfecho da história com uma certa seriedade. A sensação é que aquele desfecho foi dado, apenas porque a história precisa de um final, porém o desenvolvimento é muito mais atrativo do que a resolução em si.

Mesmo se passando 30 anos antes dos outros capítulos, A Freira ainda trás consigo a identidade visual dos outros longas. A estética sombria dos anos 50 unida aos detalhes muito bem explorados é traduzida em tela com uma câmera que passeia por todo o cenário e muitas vezes sem a estabilidade, a famosa câmera na mão, tão usada em filmes de terror. Com muitos elementos a direção de arte, fez um belíssimo trabalho, principalmente de harmonização.

A Freira chega aos cinemas mostrando que quando um spin off precisa acontecer,e realmente tem história para isso, acontece e funciona muito bem.

 

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