Por Janda Montenegro:

O diretor russo Svyatoslav Podgayevskiy ficou mundialmente conhecido pelos suspenses A Dama do Espelho e A Noiva – o que já é um indício de que ele tem essa questão de centrar o filme na figura de uma mulher misteriosa e ameaçadora. Em A Sereia acompanhamos um casal de jovens noivos – ele, um nadador de competição; ela, aprendendo a nadar ainda. Num ato inexplicável, o pai de Roman (Efim Petrunin) envia como presente de casamento a escritura e as chaves da casa no lago da família – a mesma em que a mãe dele supostamente se afogou anos antes. Presentaço, né?

Em outra atitude inexplicável, o melhor amigo de Roman decide levá-lo para uma despedida de solteiro nessa casa do lago abandonada. No meio da festinha, Roman se afasta e decide que é uma boa ideia mergulhar no lago sombrio, escuro e cheio de neblina no meio da noite – sim, o mesmo lago em que a mãe dele teria se afogado. Bom, é nesta ocasião que ele se depara pela primeira vez com a criatura do lago – uma bela jovem que lhe dá um beijo e pergunta se ele a ama. A partir daí a imagem e a presença desse espírito passa a assombrar a vida de Roman e seu relacionamento com sua noiva, Marina (Viktoriya Agalakova).

Com sustos previsíveis e um excesso do uso da ambientação sonora pra criar aquele climão de suspense, A Sereia é um filme russo, que foi dublado para o inglês para ganhar a legenda em português. Particularmente, acho incrível esse esforço das distribuidoras, para fazer com que o filme circule no país.

De resto, o filme não oferece nada de extraordinário, mesmo para os fãs de terror. A própria explicação da assombração é plausível, e não sobrenatural, o que a torna apenas uma alma atormentada, não uma sereia propriamente dito.

Entretanto, como já mencionamos, é muito bacana ver um filme russo passando nas salas de cinema do país, distribuído comercialmente, e mesmo que esteja dublado em inglês, vale conferir o filme no cinema apenas para sinalizar para as distribuidoras que o público brasileiro tem interesse em produções comerciais alternativas. Quem sabe passemos a receber mais filmes pop de outros países?

 

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