Baseado no livro Minha Fama de Mau, escrito por Erasmo Carlos, a cinebiografia dirigida por Lui Farias se comunica com o publico com fluidez e dinamismo. Isso se dá pela quebra da quarta parede trazendo o próprio protagonista como narrador, enquanto o uso do grafismo na edição traz frescor a linguagem das cinebiografias.

Com total liberdade e utilizando de licenças poéticas, a vida do Tremendão é bem pontuada em cena, desde a origem humilde na Tijuca, onde já era amigo de Tim Maia, a relação com o violão, o encontro com Roberto Carlos e Wanderléa, os queridinhos dos anos 60 com a Jovem Guarda e a importância de sua mãe em sua vida. O roteiro retrata os altos e baixos da vida de Erasmo com leveza e humor. Os movimentos musicais como a Bossa Nova e a Tropicália são citados, com o intuito de divergir suas obras e seus idealismos.

A relação de Erasmo com Roberto Carlos é bem tratada em cena, com direito a muita emoção. Alias, Gabriel Leone e Chay Suede estão muito bem em cena! Há muito mais que naturalidade na relação, é uma amizade que sai das telas e conquista o espectador. É bonito de se ver! Aliás, o que não falta é talento e carisma à dupla, que vira trio com Malu Rodrigues (e que trio, hein!), tudo funciona bem nessa construção de laços. A caracterização não faz por menos! Os trejeitos são literalmente assumidos por Gabriel Leone que se aproxima do Rei Roberto Carlos, assim como Chay de Erasmo e Malu Rodrigues de Wanderléa. Minha Fama de Mau traz um ar nostálgico sobre a Jovem Guarda.

Bianca Comparato tem um papel crucial em cena, representando os amores de Erasmo, mulheres envolventes, apaixonantes, inquietantes, que fizeram de Erasmo um grande galanteador.

Os tempos do iê-iê-iê ganham as telas com muita ternura e sinceridade em Minha Fama de Mau. O filme homenageia a Jovem Guarda, além de contar fatos importantes da vida de Erasmo.

 

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