Por Mallu Correa

Sendo desde o começo citada como uma série revolucionária, “Orange Is The New Black” lança sua sétima e última temporada. Ambientada na conturbada penitenciária de Litchfield, a série conta a história de Piper Chapman, que se relaciona amorosamente com uma traficante de drogas, Alex Vause, e acaba na prisão.

Apesar do protagonismo ser, teoricamente, da relação das duas e das conseqüências disso, Orange nunca foi apenas sobre Piper e Alex. A série apresenta várias detentas e, em todos os episódios, aborda a história de cada uma delas e o que as levou a prisão. Desde o começo, a série traz a tona questões sociais pouco comentadas na grande mídia e denuncia opressões sofridas pelas mulheres nas prisões dos Estados Unidos.

Tratando de temas como prostituição, vícios em drogas, bullying, abandono parental e vários outros assuntos considerados extremamente pesados, porém introduzindo humos e abordando de forma a humanizar essas mulheres, e não transformá-las em monstros.

Apesar de todas as histórias, o que realmente atrai e choca em Orange Is The New Black é a forma como a prisão é tratada de modo verdadeiro e cruel: violência policial, desvio de verbas, comida estragada, descaso com higiene, com problemas psicológicos, com doentes e com grávidas. Tudo é uma denúncia, de modo que tente fazer as pessoas enxergarem: essas mulheres existem e estão sofrendo.

A sétima temporada chega como um soco no estômago do cidadão americano, colocando em pauta a questão de mulheres imigrantes sendo deportadas. A série mostra a realidade do que está acontecendo nos Estados Unidos de forma dolorosa, nos mostra personagens que já conhecemos sofrendo com o perigo da deportação e nos apresenta novas mulheres que têm a vida construída no país, sendo separadas de seus filhos e mandadas embora sem explicação ou alguma chance.

Mais uma vez, Orange vai fazer os fãs terminarem em lágrimas. A última temporada voltou a mostrar toda a essência que a série tinha quando começou – que se perdeu um pouco nas últimas -. Ela volta forte e confiante. E acerta. Se preparem pra rir, pra chorar, pra se alegrar e morrer de raiva, mas principalmente, preparem-se para se despedir.

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