A XIX Bienal do Livro do Rio começou no último dia 30 de agosto e, em seu primeiro final de semana, foi marcada pela diversidade de temas e pela afetividade entre leitores e escritores.

No dia da abertura, o cartunista Mauricio de Sousa foi o grande destaque. Durante o evento ele disponibilizou a ferramenta do CHATBOT para fazer a Turma da Mônica interagir com o público e atualizar a agenda do escritor na Bienal. Mauricio é o grande homenageado da XIX Bienal do Livro e, por isso, autografou a figura do personagem Jeremias em um enorme painel disposto em homenagem aos seus 60 anos de carreira. Além disso, o autor também desenhou a primeira versão do Bidu em outro espaço do painel e aproveitou sua vinda ao Rio para visitar o amigo e cartunista Ziraldo – que não pôde comparecer ao evento por estar se recuperando em casa de um AVC. Na ocasião, os dois anunciaram nova parceria entre a Turma da Mônica e a galera do Menino Maluquinho.

No sábado e no domingo o público pôde se deliciar com palestras com renomados escritores como CJ Tudor e Raphael Montes, em uma mesa sobre suspense; Laurentino Gomes, que lança seu primeiro volume sobre a escravidão no Brasil; o poeta Braulio Bessa e a apresentadora Cissa Guimarães, que falaram sobre fé e esperança; o cronista Luis Fernando Veríssimo, que abordou o humor na hora de retratar o dia a dia; e Heloisa Buarque de Hollanda, que, junto com a atriz Mariana Ximenes, falou sobre feminismos múltiplos.

Um dos destaques do sábado foi a palestra – em horário nobre – sobre Afrofuturo, com a professora Doutora Giovana Xavier, a artista visual Crica Monteiro, a atriz Jennifer Dias e o youtuber Renato Cafuzo, com mediação da jornalista Ana Paula Lisboa. Na conversa, os convidados levantaram a importância de se ter profissionais negros falando sobre todas as pautas, ocupando todos os locais de modo a, no futuro, se tornarem referência para as novas gerações. Esse é o futuro – o afrofuturo – que eles e elas querem.

O domingo foi marcado não só pelo início de um novo mês, mas também por filas e mais filas por todos os lados da Bienal. Era fila para autografar com Susana Naspolini, era fila pro banheiro, era fila para tirar foto com um painel de Gravity Falls. Apesar disso, o que mais se via era sorrisos por todos os que passeavam pelos três pavilhões do evento, que também foi contemplado por muitos fãs vestindo cosplay de seus personagens favoritos.

O primeiro final de semana se encerrou com uma forte chuva que caiu sobre o Rio de Janeiro, que fez com que a energia na região do RioCentro fosse prejudicada. Com isso, a luz da Bienal caiu por cerca de vinte minutos, e muitos estandes decidiram encerrar suas atividades mais cedo, dada a impossibilidade de efetuar vendas. Diante da chuva, o público também decidiu ir embora mais cedo, e, por volta das 20:30 eram poucas as pessoas que permaneciam na Bienal quando os geradores de energia foram ligados. Ao menos quando o público chegou na plataforma do BRT a catraca estava liberada, também por conta da falta de energia, e a volta para casa foi mais tranquila.

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