Está escutando os tambores? Eles chamam você para a próxima fase Jumanji, mas cuidado, pois este jogo não é para brincar. Novamente, Spencer (Alex Wolff), entra no mundo de Jumanji por estar insatisfeito com sua vida atual. Seus amigos, Martha (Morgan Turner), Bethany (Madison Iseman) e Fridge (Ser’Darius Blain) são forçados a entrar no jogo para salva-lo. Contudo, eles não imaginavam que Danny DeVito e Danny Glover entraria no jogo também.

Logo que eles entram no jogo a disposição de personagens ficam desta forma: DeVito se torna Dwayne Johnson. Glover se torna Kevin Hart. Blain vira Jack Black e Morgan se torna novamente Karen Gillan. E já dizendo, o melhor ponto do filme inteiro são as imitações de Dwayne e Kevin como os dois velhinhos Danny, usando as piadas mais toscas possíveis sobre a terceira idade. O roteiro traz elementos novos para os personagens, como o jogo avançou, a história muda e novos desafios são apresentados, assim como os personagens  evoluem. A novidade desta sequência é que os personagens humanos caem em avatares que não são acostumados, e aos poucos vão aprendendo suas falhas através deles. Esse diferencial é muito esperto, porém jogado fora pelo filme no final. O longa em si é uma grande transição para um terceiro, que soa até desnecessária, pois a grande maioria das coisas não mudam, as pessoas aprendem o que já tinham aprendido no filme anterior.

O segundo elemento do roteiro é a comédia. Sim, Dwayne e Kevin idosos são muito bons, e Awkwafina é um alívio cômico sempre bem acertado. As falhas estão em piadas que se repetem exaustivamente, e em uma escolha de mau gosto do roteiro. Acontece que Bethany não entra no jogo, ela fica no mundo real sozinha, e pede ajuda para Alex (Colin Hanks). Os dois entram no jogo, Alex ressurge como Nick Jonas, e Bethany como um cavalo. Agora, por que um cavalo? Se era para ser engraçado, acabou não sendo. Porque ele não é desenvolvido como um personagem do jogo, já que todo mundo monta nele. Por que tinha que ser a Bethany? Poderia ser facilmente Alex o que faria Nick Jonas interpretar algo além do que eles mesmo, mas não, a mulher tinha que virar o cavalo. Acaba sendo uma escolha muito questionável.

A direção de Jake Kasdan não muda muito do primeiro filme, apenas quando os personagens se encontram no deserto, que a câmera fica bem aberta para captar a imensidão. Os animais aqui são os maiores perigos, como deve ser em Jumanji, e geram boas cenas, mesmo que o CGI fique fraco em alguns momentos. Kasdan parece ser mais competente no time cômico dos atores do que nas filmagens em si, onde ele é mais automático.

Jumanji: Próxima Fase funciona como sequência por dar andamento a esta história. Mas é necessário que se revise as escolhas cômicas, porque o sub-texto delas pode ser muito questionável.

Foto: divulgação Sony Pictures

 

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