Terrence Malick está de volta aos cinemas, diferentemente das suas últimas obras – A Árvore da Vida, To the Wonder, Knight of Cups e  Song to Song – em Uma Vida Oculta, o diretor conta a história de Franz Jägerstätter (August Diehl), um fazendeiro austríaco que vive pacificamente na vila rústica de Radegund, com sua esposa Fani (Valerie Pachner), suas três filhas jovens, a irmã (Maria Simon) e sua filha. mãe (Karin Neuhäuser). Sua vila é um paraíso agrário hermético, apolítico e totalmente pré-moderno.  Em 1940, ele foi recrutado pelo Exército – em um momento em que soldados austríacos, na esteira do Anschluss, foram forçados a prestar um juramento de lealdade a Hitler. Franz não acredita na causa nazista ou concorda com seus ódios raciais e assim é preso.

Uma Vida Oculta  traz a história real de um soldado austríaco que se recusa a lutar em nome da Alemanha nazista.  O filme inclui trechos ilustrativos e muito editados de cenas do noticiário, mostrando a destruição da Segunda Guerra Mundial, discursos de Hitler e comícios nazistas. é, na verdade, um único filme, que varia os lugares e experiências de sua vida e vinculando-os a um grande projeto metafísico. Mesmo assim, Terrence Malick imprime seu estilo poético tanto na Câmera, quanto na fotografia, algo que beira a transcendência. Existe uma exuberância inegável em sua câmera!

Ao contrário de muitos cineastas americanos, ele pinta com pinceladas impressionistas. Ele trata a existência de Franz e Fani como uma tela tridimensional pela qual a câmera é livre para percorrer e ruminar, transformando fragmentos de experiência e memória em uma narrativa fragmentada, mas linear.

Uma Vida Oculta parece uma filmagem histórica com um olhar muito peculiar, transformando a dramatização em um show de marionetes virtual. A névoa metafórica que paira sobre a montanha e a terra macia em que Fani e suas três filhas buscam respostas, é apenas vago e ilusório.

 

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