Após perderem a mãe em um acidente, Olga (Angelina Strechina) e Artyom (Daniil Izotov), acabam indo para internato em uma área campal da Rússia. Esse internato tem como sede uma casa do século XIX que pertencia a uma condessa, cuja as lendas dizem que realizava cultos satânicos. Os irmãos tem que se unir contra a entidade maligna da condessa morta.

Agora vamos fazer um pequeno exercício de imaginação, certo? Você se dirige para assistir um filme russo, correto? Você sabe que vai ter legendas, porque escolheu ver um filme assim. Então por que a dublagem em inglês? Fica aqui a crítica direta a distribuidora que fez essa ação sem o menor sentido. E a dublagem é péssima, já dizendo. Aliás, tudo no filme é péssimo.

A dublagem é um problema imenso para o filme, porque ela é realmente muito ruim. Tem vozes claramente adultas fazendo papéis de crianças ou adolescentes, portanto metade de toda a atuação do elenco vai embora já que não ouvimos a voz original dos atores. E a metade restante vai pelos ares porque quase todos são péssimos. Não há um ator que se destaque com atuação corporal. Até os figurantes são péssimos. Em uma cena uma dos personagens acaba empurrando algumas pessoas no caminho, mas basta ele tocar na pessoa para ela fazer “cair”, que  na verdade eles fazem o movimento de cair quase sentando no chão.

O roteiro do diretor Mariga Ogneva é a maior amálgama de tipos de filmes de terror já vista. Bruxa fantasma satânica, casa mal assombrada, objeto assombrado, maldição de fantasma, é muita coisa para pouca história. Vários elementos que a trama levanta, são jogados fora. Então o roteiro te apresenta algo que não dá em nada, isso repito várias e várias vezes. Já na metade do longa, fica tão claro que ele não vale a pena, que é necessário muita força de vontade para não abandonar a sala.

O diretor, Aleksandr Domogarov, também se mostrou totalmente incapaz de não só dar sustos, mas também em coisas simples, como a própria filmagem. Em muitos momentos os cômodos mudam de tamanha, ora eles são muito pequenos ora são imensos. Além de erros patéticos, um exemplo é quando a diretora manda os alunos para os quartos, pois já é tarde da noite, contudo o ambiente é iluminado por luz natural.

A Maldição do Espelho só pode ser definido como uma verdadeira e completa bagunça. Não tem o que se possa reparar para salvar o filme, o jeito é picar o roteiro e pensar em outra coisa.

Foto: divulgação Paris Filmes

 

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