Missão Cupido segue uma premissa a muito tempo existente no cinema. Assim como Asas do Desejo (1987) e Cidade dos Anjos (1998), a história do anjo apaixonado pela protegida humana traz em seu enredo os dilemas entre vida celestial e amores mortais. Aliás, até Leandro Hassum já encarnou no gênero, em O Amor da Trabalho. Em Missão Cupido, não é diferente.

Em Missão Cupido, o rebelde anjo da guarda Miguel (Lucas Salles) profetizou que sua protegida, Rita (Isabella Santoni), jamais encontraria um amor. Assim ela passa a vida querendo se divertir, focando no prazer, sem jamais pensar em um relacionamento duradouro.

Incumbido de garantir que ela encontre um grande amor, ele pensa somente em fazer algo meia boca e continuar a eternidade. No entanto, as estripulias de Miguel geram situações embaraçosas demais. Além disso, o longa sustenta a noção tradicional do amor, onde o amor idealizado sempre vence. Aliás, o diretor Rodrigo Bittencourt faz questão de destacar o amor heterossexual como caminho à felicidade. Caminho um tanto infeliz nos tempos atuais, hein!

Com linguagem Pop e estética de quadrinhos, Missão Cupido é uma comédia romântica com piadas sem graça e a falta de originalidade no roteiro, fazem do filme, uma produção sem intensidade.

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