BenedettaNovo filme de Paul Verhoeven (Instinto Selvagem, Showgirls, Elle) apresenta uma narrativa com fortes ingredientes eróticos. Benedetta é, certamente, polêmica à vista!

Benedetta Carlini é uma freira italiana que faz parte de um convento na Toscana desde sua infância no Século XVII, quando o poder da Igreja era inquisitorial e a moral de rigor inimaginável.

Baseado em uma história real e adaptado do livro “Atos Impuros: A Vida de uma Freira Lésbica na Itália da Renascença”, da historiadora Judith C. Brown, o  drama se constrói pelas visões religiosas e eróticas de Benedetta, que é assistida por uma companheira de quarto. Porém a relação entre as duas se transforma em um romance conturbado, ameaçando a permanência das irmãs no convento.

 Virginie Efira dá vida aos instintos de Benedetta Carlini, destemidamente, com total visceralidade. Intensa e profunda, a atriz incorpora as visões religiosas e eróticas, o que, aliás, colocaria seu convento no mapa e a beneficiaria politicamente. Entranhada cada vez mais, além de proferir e incorporar as suas visões, a noviça, enfim, se entrega ao amor com Bartalomea (Daphne Patakia).

Além disso, logo no inicio o longa pontua a relação da igreja com o corpo feminino, ” Seu pior inimigo é o seu corpo”, diz uma freira a Benedetta, parte significativa do filme, em uma exposição sacrílega e prolixa.

O filme de Paul Verhoeven nos apresenta o atrevimento, usando a religiosidade como encenação. O diretor, certamente, terá que fazer alguns murmúrios no confessionário, por seu olhar tão sexual e provocativo num ambiente (ainda) considerado por muitos como assexuado. Para alguns, o longa pode, inclusive, ser considerado como blasfêmia e misógino.

 

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