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 Mostra “Ocupa Boal” acontece no Teatro Sergio Porto

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Há sessenta anos, a psicanalista e atriz Cecília Boal conheceu o dramaturgo e diretor Augusto Boal(1931–2009) na Argentina. Companheira de vida e parceira artística de uma das figuras mais importantes do teatro mundial do século XX, Cecília está à frente do Instituto Augusto Boal, onde se dedica à preservação e difusão do legado do dramaturgo, diretor teatral, ensaísta e criador do Teatro do Oprimido. Entre 26 de junho e 19 de julho de 2026, o Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto recebe a mostra Ocupa Boal – um projeto dedicado à trajetória multifacetada do teatrólogo. Idealizada pelo Instituto Augusto Boal, a ocupação reúne a peça “Hamlet 16×8”, solo com o ator Rogério Bandeira e direção de Marco Antonio Rodrigues, inédito no Rio; uma exposição com cartazes, fotos e registros de montagens de Boal, além de bate-papos e oficinas.

Para Cecília Boal, revisitar esse legado é também olhar para o Teatro de Arena como movimento cultural e político. “Existia ali uma proposta política para o Brasil muito definida, e a ditadura fez o possível para que houvesse um apagamento dessa experiência”, afirma. A mostra propõe justamente recolocar essa trajetória em circulação, aproximando o público de diferentes dimensões da obra do diretor, dramaturgo e pensador teatral.

Espetáculo – Inédito no Rio, o solo “Hamlet 16×8”, com Rogério Bandeira e direção de Marco Antonio Rodrigues, parte do livro “Hamlet e o Filho do Padeiro: Memórias Imaginadas”, autobiografia em que Boal revisita a infância, o Teatro de Arena, a prisão, o exílio e sua trajetória internacional. Rodrigues constrói a encenação ao lado de Bandeira, ator com trajetória ligada à pesquisa teatral. A cena vai peneirando os achados, os ditos e os quereres de Boal, representando toda uma geração do teatro brasileiro refundada no Teatro de Arena. A peça “Hamlet 16×8” estreou em São Paulo em 2021, tendo sido indicada na categoria Melhor Espetáculo do Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). 

Exposição Augusto Boal – Com curadoria de Cecília Boal e Daniela Camargo, a exposição audiovisual inclui itens como cartazes, fotografias e registros históricos de montagens dirigidas por Boal no Brasil e no exterior, trechos de entrevistas e depoimentos em vídeo do dramaturgo, de amigos e de artistas que fizeram parte de sua trajetória. A exposição evidencia o papel fundamental de Boal como divulgador da dramaturgia íbero-latino-americana e reafirma sua importância e legado para a história do teatro brasileiro e mundial.

A ocupação evidencia também a importância do Teatro de Arena, grupo fundamental da cena brasileira a partir dos anos 1950. Sob direção de Boal, o Arena consolidou uma dramaturgia voltada à realidade social brasileira e revelou autores, atores e encenadores que marcariam a história do teatro nacional. O grupo circulou por países como Estados Unidos, México, Peru e Argentina, tornando-se referência artística e política na América Latina e no mundo.

Oficinas

Teatro jornal: um arsenal do teatro do oprimido – O Teatro Jornal, considerada a primeira técnica criada por Augusto Boal no arsenal do Teatro do Oprimido, surgiu na década de 1970 como forma de denúncia durante a ditadura militar brasileira. Ministrada por Pedro Barroso, a oficina tem formato teórico-prático, combinando jogos do Teatro do Oprimido com a criação de cenas a partir de notícias atuais, e contará com a presença especial do ator Celso Frateschi — figura histórica do teatro brasileiro que participou do grupo com o qual Boal desenvolveu sua primeira peça de Teatro Jornal, e que atualmente dirige o Ágora Teatro, em São Paulo.

Augusto Boal e o Teatro do Oprimido  – Ministrada por Lucas Tostes e Thaís Paiva, a oficina propõe uma imersão teórico-prática na trajetória de Boal e no desenvolvimento do Teatro do Oprimido, abordando seu contexto histórico, político e cultural no cenário brasileiro e latino-americano, com realização de jogos e técnicas que articulam a prática teatral à conjuntura atual e às questões vividas pelos participantes em seus contextos sociais.

SERVIÇO De 26 de junho a 19 de julho de 2026.
Local:
 Espaço Cultural Municipal Sérgio Porto (Rua Visconde Silva S/N – Humaitá).

Espetáculo “Hamlet 16×8”

Local: Palco Principal. Temporada: de 26 de junho a 18 de julho.
Dias e horários: Sextas e sábados, às 19h30. Domingos, às 18h.
Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada). 

Vendas pelo site da Sympla neste link Duração: 1h40
Classificação: 14 anos

Exposição Período: de 26 de junho a 19 de julho. / Dias e horários: de quarta a domingo, das 16h às 21h. Local: Galeria. 
Abertura: dia 26 de junho, às 18h, com visita mediada por Cecília Boal, às 18h30.

Oficina Teatro Jornal: um arsenal do Teatro do Oprimido
Local: Sala Preta (acesso por escadas).
Facilitador: Pedro Barroso | Participação de Celso Frateschi no dia 27/06.
Datas e horários: 27 e 28 de junho (sábado e domingo), das 15h às 19h.
Inscrições neste link

Oficina Augusto Boal e o Teatro do Oprimido
Local:
 Sala Preta (acesso por escadas).
Facilitadores: Lucas Tostes e Thaís Paiva.
Datas e horários: 18 e 19 de julho (sábado e domingo), das 15h às 19h.
Inscrições neste link

Conversa com Celso Frateschi Local: Palco Principal.
Data e horário: 
27 de junho (sábado), às 17h.
Atividade gratuita, aberta ao público.  / Distribuição de senhas uma hora antes do início. 

Conversa com Geo Britto Local: Palco Principal.
Data e horário: Domingo, 12 de julho, às 15h30.
Atividade gratuita, aberta ao público. / Distribuição de senhas uma hora antes do início. 

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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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