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Jefferson Schroder conta sobre a criação do seu novo solo

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Sucesso da internet com suas milhões de vozes, Jefferson Schroder agora volta aos o palcos, com o monólogo “Onde estão as pessoas que você amou”, onde reúne muitos dos seus personagens em uma peça de teatro. São 17 vozes. ‘Onde estão as pessoas que você amou’ é uma comédia que conta a história de um neto que vai visitar a avó que o convidou para o último aniversário dela”.

O Escritor, ator e dublador, graduado pela Casa das Artes de Laranjeiras, recebeu o Prêmio do Humor (2018) nas categorias de Melhor Texto (de sua autoria) e Melhor Performance por seu monólogo “A Produtora e a Gaivota”, também indicado a Melhor Peça, com direção de João Fonseca.

Conhecido por sua versatilidade vocal, ele leva para o novo monólogo a capacidade de explorar camadas de interpretação em sua voz e corpo, apresentando 17 personagens em uma viagem sensorial. Por meio da contação de história, a ponte é construída por intermédio do ator e do público, que imagina as cenas a partir das vozes.

Esta é a segunda vez que Jefferson apresenta um espetáculo solo, a primeira vez foi em “A produtora e a gaivota”, que foi premiado nas categorias “Melhor Texto” e “Melhor Performance”, no Prêmio do Humor do Rio de Janeiro. Neste espetáculo, o ator conta a história de um neto que vai visitar a avó que parou de enxergar. Comovido com o encontro, o jovem recria com a própria voz um universo de personagens, que preenchem a solidão da senhora e festejam com ela o valor da vida. 

Foto: Edu Rodrigues

Pela primeira vez você está reunindo as vozes de seus personagens em um espetáculo, dá onde surgiu essa ideia e como você costurou a narrativa?

Jefferson Schroder – Essa ideia é uma mistura de várias coisas. Há muitos anos, o João Falcão me deu uma ideia numa oficina de escrita de fazer uma peça sobre um neto que visita uma avó cega. Um tempo depois eu comentei sobre essa ideia com o Fábio Porchat, e ele comentou que seria legal, se tivesse um velório, um aniversario, e ai, durante a pandemia, eu escrevia uma vez por semana e lia pro Zé Henrique de Paula, diretor de SP. Dai, eu criei uma viagem colocando as pessoas que você amou como as avós num planeta, nesse planeta eu conto memórias das histórias com as minhas avós. A partir dai eu quiz criar essa viagem até a casa da avó, colocando meus personagens pelo caminho. Eu distribui meus personagens mais importantes em funções que eu achei que eles poderiam ter, fosse por temperamento, profissões.

O solo foi dirigido pelo  João Fonseca, como foi essa troca?

Jefferson Schroder – Trabalhar com o João é muito legal! Essa é a terceira peça que a gente faz junto, segundo monologo juntos. A gente tem uma relação muito afetuosa. É muito divertido trabalhar com ele. Temos uma troca muito boa. Ele é muito aberto, ele deixa o ator muito confortável. Ele é muito a favor do ator estar a vontade em cena, ele não impõe coisas que podem não funcionar. Ele é muito aberto para chegar num consenso.

Saiba mais sobre a peça!

Você fez “A Gaivota” de Tchekhov, em “A produtora e A Gaivota”, você tem vontade de interpretar personagens de outros dramaturgos? Quais? 

Jefferson Schroder – Eu tenho muita vontade de fazer os clássicos da literatura nos palcos, além de textos muito conhecidos da dramaturgia com Nelson Rodrigues também.

São muitas vozes, eu particularmente adoro a Senhora Macálister, Você se inspira em alguém para criar as vozes? tem algum ritual para criar seus personagens? 

Aliás, a Senhora Macálister tem uma participação na peça. Para eu criar minhas vozes ou eu descubro uma vez dentro de mim, que eu nunca fiz, e ai eu aprimoro a região de voz, ou através da voz de alguém, eu crio uma outra voz, ou eu vejo algum jeito de falar, alguma repetição, algum tique, alguma característica muito especifica de alguém falar. Por exemplo, a Cocola, minha alienígena foi criada a partir de uma mulher que eu conheci, que era bilheteira de um teatro, que trabalhei.

A voz é seu instrumento de trabalho, como você cuida dela?  

Jefferson Schroder – Assim, eu não fumo, não bebo, durante o período em cartaz, evito lugares barulhentos e com ar condicionado. e para esse monologo, cheguei a fazer uma sessão de lazer com uma fonoaudióloga, além de exercícios de voz antes da peça.

Precisou apenas de um vídeo de bastidores ao lado de Fábio Porchat, para que o público descobrisse o “homem das mil vozes”, também conhecido como Jefferson Schroeder. No viral, o ator apresentava Kate, uma dubladora com o bordão “Oh, meu Deus”, e assim ele conquistou milhares de fãs da noite para o dia. Preciso perguntar sobre o encontro com o Porchat, qual é importância dele na sua carreira?

Jefferson Schroder – O Porchat tem uma presença muito marcante na minha carreira porque quando eu estudava teatro eu mostrei meus personagens para ele, ele inclusive me indicou para vários trabalhos depois disso, anos depois eu ganhei o Premio de Humor, premio criado por ele. E ai, depois do premio ele me chamou para fazer um video no Porta dos Fundos, que eu contracenei com ele. O video viralizou no Instagram dele e a partir dai minha trajetória mudou.

Alê Shcolnik
Alê Shcolnikhttps://www.rotacult.com.br
Editora de conteúdo e fundadora do site, jornalista, publicitária, fotografa e crítica de cinema (membro da ACCRJ - Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro). Amante das Artes, aprendiz na arte de expor a vida como ela é. Cultura e tattoos nunca são demais!

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