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Fabrício Carpinejar lança livro sobre memórias coletivas

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Para resgatar essas vivências das gerações X e Y, o escritor Fabrício Carpinejar lança “No meu tempo, eu era melhor”. A obra reúne crônicas que resgatam o passado como ponto de partida para refletir sobre o presente.

No livro, Carpinejar retrata o cotidiano anterior à onipresença dos smartphones, quando as telas ainda não disputavam a atenção nas relações familiares e de amizade. Embora a estética dos anos 1980 e 1990 ressurja com frequência na cultura pop, os símbolos daquele período carregam significados específicos para quem os vivenciou. Com prefácio do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, a publicação reúne 178 textos curtos que traçam uma biografia afetiva da época.

O autor transita entre celebrações e lutos, resgatando tanto memórias geracionais quanto passagens pessoais. Entre os relatos mais íntimos, Carpinejar aborda as dificuldades de aprendizagem, o bullying sofrido na infância e o início de sua relação com a escrita literária — processo marcado pelo apoio da mãe, que acreditou em seu potencial quando a escola já não o fazia e, anos mais tarde, incentivou sua estreia no mercado editorial.

Sem cair na armadilha da nostalgia paralisante, a narrativa propõe um olhar atento para o presente. A obra se dirige com ênfase à chamada “geração sanduíche” — adultos que hoje se dividem entre a criação dos filhos e o amparo aos pais idosos —, lembrando que o cotidiano atual também constrói a memória afetiva das próximas décadas.

Rota Cult
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Redação do site E-mail: contato@rotacult.com.br

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